Jeito de ser

view“As melhores pessoas possuem um sentimento de beleza, a coragem de assumir riscos, a disciplina da verdade, a capacidade de sacrifício. Ironicamente, suas virtudes torna-os vulneráveis… eles são frequentemente feridos, às vezes, destruídos.

True – Spandau Ballet

  • curti (3)

Visagismo

sobrancelhasfoto via

Às vezes me acho antiquada e perfeccionista, porque não consigo admirar muitas tendências e moda atuais, como por exemplo, as sobrancelhas tiradas e estranhamente delineadas, tanto em mulheres como em homens. É tão bizarro, é uma tendência tão disseminada, que confunde nosso senso comum…
Acho que se eu encontrasse uma pessoa com uma sobrancelha assim no calar da noite eu sairia correndo, com medo que fosse um fantasma, isso que nem acredito em fantasma!! 😛
Não falta beleza natural, falta autoestima  e menos pinça na hora de dar uma aparada na sobrancelha.  Na intenção de melhorar, se estraga. A perfeição não é bonita, é assimétrica mesmo, na minha reles opinião. E  nesse caso se aplica tão bem, que uma sobrancelha muito delineada desarmoniza o conjunto;  nos homens tira um pouco da virilidade e nas mulheres banaliza. Mas… o que é de gosto, regala a vida – assim diz o provérbio!

Visagismo: é a arte de criar uma imagem pessoal que revela as qualidades 
interiores de uma pessoa, de acordo com suas características físicas e os 
princípios da linguagem visual (harmonia e estética), utilizando a 
maquilagem, o corte, a coloração e o penteado do cabelo, entre outros 
recursos estéticos (definição via).
  • curti (3)

Saudade

Como deixar de ter saudade ou ser indiferente?
Posso dizer que ela foi humanamente uma mãe, cheia de erros e poucos acertos, e que como poucas, conheci a amiga, sem ser a mãe.
Me irritava quando ela me chamava de “meu neném” (sou a caçula) quando me apresentava para alguém… As histórias se repetem, e o lugar que ocupamos também. Talvez eu faria a mesma coisa se tivesse filhos rs.
Sinto a maior alegria em ter sido gerada por ela, mulher de fé, força e opinião… esse modelo p*** louca é único!
Mãe, tem wlan aí? 😉

19/06/29 – 27/07/07

  • curti (3)

Tia sendo tia

KindPara mim é difícil improvisar a fantasia quando se trata de falar da realidade.
Ontem vi uma foto dos meus sobrinhos caçulas e me veio aquela sensação de falta. Só os  conheço por foto porque eles nasceram depois que vim para cá.
Tive a sorte de conviver com os meus sobrinhos mais velhos quando eles eram crianças e foi uma delícia! Tão bom ter sobrinho…  a gente mima sem se preocupar, porque a educação deixamos para os pais hehe
Sinto de coração não poder acompanhar o crescimento e deles não saberem disso, por isso escrevo esse texto. Um dia tenho a esperança que leiam.
Enquanto isso, R & F (as iniciais dos seus nomes), vou orar para que Deus reserve o melhor a vocês, acreditem em Deus mais do que em tudo, e que, “boas coisas acontecem quando esperamos, mas as ótimas quando vamos à luta.”

O caderno

  • curti (3)

Hugo Chavez

hugofoto arquivo pessoal

Este Hugo Chavez a que me refiro é um coquetel mexicano, refrescante e  típico do verão. Eu nunca tinha experimentado, e dia desses me foi apresentado. Adorei!

Ingredientes:
6 folhas de hortelã
1 colher (chá) de açúcar
200 ml de champagne (ou vinho branco)
20 ml de suco de limão
Gelo a gosto
Água com gás para completar
Modo de preparo:
Em um copo coloque a hortelã e o açúcar e pressione levemente com um pilão. Adicione o suco de limão, o champagne (ou o vinho branco), gelo e complete com água com gás. Misture bem e decore com um ramo da folha. Um brinde, cheers!!

Viva la Cuba

  • curti (1)

A menina quebrada

foto via

O que eu poderia dizer a você, Catarina? As pessoas quebram. Até as meninas quebram. E, se as meninas quebram, você também pode quebrar. E vai, Catarina. Vai quebrar. Talvez não a perna, mas outras partes de você. Membros invisíveis podem fraturar em tantos pedaços quanto uma perna ou um braço. E doer muito mais. E doem mais quando são outros que quebram você, às vezes pelas suas costas, em outras fazendo um afago, em geral contando mentiras ou inventando verdades. Gente cheia de medo, Catarina, que tem tanto pavor de quebrar, que quebram outros para manter a ilusão de que são indestrutíveis e podem controlar o curso da vida. E, Catarina, você tem toda a razão de duvidar. Depois de quebrar, nunca mais voltamos a ser como antes. Haverá sempre uma marca que será tão você quanto o tanto de você que ainda não quebrou. Viver, Catarina, é rearranjar nossos cacos e dar sentido aos nossos pedaços, os novos e os velhos, já que não existe a possibilidade de colar o que foi quebrado e continuar como era antes. E isso é mais difícil do que aprender a andar e a falar. Isso é mais difícil do que qualquer uma das grandes aventuras contadas em livros e filmes. Isso é mais difícil do que qualquer outra coisa que você fará. Ser forte, Catarina, não é quebrar os outros, mas saber-se quebrado. É ser capaz de cuidar de seus barcos de papel – e também dos barcos dos outros – não como uma criança que os imagina poderosos, de aço. Mas sabendo que são de papel e que podem afundar de repente. Talvez, daqui a alguns anos, você precise me perguntar como se faz para viver quebrada. Ou por que vale a pena viver, mesmo se sabendo quebrada.
[via]

She`s Always a Woman to me – Billy Joel

  • curti (0)

Violência

foto via

Muito se tem falado em redes sociais, sites de notícia, e até em um  jornal conceituado daqui, sobre a garota de 16 anos que foi estuprada por mais de 30 homens no Rio de Janeiro, Brasil.
Pelo que li, a moça fazia apologia ao crime e ao sexo livre.
Se for mesmo verdade (porque eu já ando duvidando de tudo que leio por aí), lamento mais ainda o fato!
Se há culpado, é a educação, ou melhor, a falta dela, na minha opinião. Na falta dela está enraizado todo o mal de mentes doentias, e pior que nem se apercebem disso.
Quantos pais alienados educam seus filhos homens para “marcar presença” se a mulher “dá mole”; não ensinam a fazer serviços domésticos porque é “coisa de mulher”…
Por outro lado, quantas formas de violência nós mulheres vivenciamos e algumas nem se dão conta, como os relacionamentos abusivos, chantagens emocionais em troca de alguma coisa… A cultura do estupro é assustadora!
Ainda existem muitas mulheres que se submetem a viver como se fossem obrigadas a ser o que eles querem, pensando que isso é casamento, isso é amor…
Não sou feminista, mas na minha vida privada defendo o meu direito de tudo que eu me sinta “violentada”!
Me permito dizer que aprendi na convivência com o sexo oposto que, o que importa é “o que se olha, não o que se vê”, e a maioria vê o que eles têm na cabeça, por isso no tocante às roupas melhor mesmo ser neutra. Se sem ver direito, o registro mental já floresce, vendo o invisível até para eles, imagine vendo…
É um assunto delicado, eu só quis deixar registrado o meu pensamento com rápidas pinceladas. Seria muito bom que as mulheres ignorassem menos o assunto, e procurassem saber, perguntando, lendo sobre a cultura do estupro, e que vai muito além da violência carnal.

  • curti (1)

Confidências

1) Você prefere viver no campo ou na cidade?
Cidade.
2) Se pudesse aprender uma nova habilidade, qual seria? Por que?
Dirigir. Porque é importante.
3) Você bebe mais café ou chá?
Café.
4) Qual a sua orientação política? Por que?
Antiliberal. Porque é onde me encaixo.
5) Qual o seu livro preferido quando era criança?
A Cinderela.
6) Se você fosse uma criatura mística, qual escolheria?
Nenhuma.
7) Qual a sua roupa favorita?
Calça jeans e camiseta.
8) Você mudaria o seu nome?
Sim.
9) Quem é um mentor para você?
Não tenho.
10) Você gostaria de ser famoso? Independente se sim ou não, por que?
Não. Porque o anonimato já dá trabalho.
11) Você tem sono inquieto? Sofre de insônia?
Não.  Apenas quando não consigo resolver um problema.
12) Você se considera romântico?
Na teoria sim, na prática não.
13) Qual elemento natural representa-o?
Água.
14) De quem quer estar mais perto?
Família.
15) Você sente saudade de alguém nesse momento?
Minha falecida mãe.
16) Conte uma memória da sua infância
Brincava muito com os vizinhos.
17) Qual é a coisa mais estranha que já comeu?
Marisco, e achei horrível!
18) Qual a visão da sua janela da sala?
Montanhas, por do sol.
19) A que você é mais agradecido?
Tudo.
20) Você gosta de comida apimentada?
Às vezes.
21) Já encontrou alguém famoso?
Não que eu lembre.
22) Você tem um diário?
Não.
23) Qual seria o seu último desejo?
Ficar bem longe de pessoas com discurso demagogo, prolixo.
24) Você gosta de ler? Qual o último livro que leu?
Sim. “O Regresso”, de Michael Punke, livro que inspirou o filme.
25) Como você mostra para alguém que o ama?
Com gestos.
26) Do que tem medo?
De coisas ruins…
27) Diga um aroma que gosta e um dos seus perfumes favoritos
Floral. Light Blue do Dolce & Gabbana, fora outros.
28) Você trata as pessoas mais velhas de maneira formal ou informal?
Da maneira que me permitirem.
29) Se tivesse muito dinheiro, como viveria sua vida?
Sem querer ser demagoga, mas talvez ajudando um grupo carente ou algo do gênero.
30) Prefere nadar no mar ou na piscina?
Não sei nadar, snif
31) O que faria se achasse muito dinheiro na rua?
Devolveria ao órgão competente.
32) Você já viu uma estrela cadente? E qual foi seu pedido?
Não.
33) O que deixaria de legado para os seus filhos?
Não tenho filhos.
34) Se tivesse uma tatuagem, o que e onde seria?
Talvez uma estrela pequena e no pé.
35) O que está ouvindo exatamente agora?
Silêncio.
36) Onde sente-se mais seguro?
Em casa.
37) Tem algo que queira superar ou conquistar?
Sim, superar a preguiça e conquistar  meu objetivo de ter o trabalho dos meus sonhos.
38) Se pudesse viajar para outra era histórica, qual escolheria?
Idade Antiga, talvez.
39) Qual emoji que mais utiliza?
😛
40) Qual a sua estação do ano favorita? Por que?
Gosto em geral de dias na temperatura com 25 graus, o ideal para mim.
41) Como seria um dia ideal para você?
Uma noite bem dormida, um bom café da manhã, com bem-estar físico e emocional.
42) Descreva-se com uma palavra
Temperamental.
43) De que mais se arrepende?
De não ter sorrido mais.
44) “Invente seu próprio mundo” – o que essa expressão significa exatamente para você?
Em resumo, tentar combinar minhas palavras com meus atos, conquistar a paz de espírito, fazer de um limão uma limonada, tentar levar a vida com mais leveza, ter apego em Deus, zelar pelos meus pensamentos, zelar pelo meu bem-estar e de quem eu convivo.

Via

  • curti (1)

Janelas

[Tomando café e conversando com a minha esposa há uns tempos atrás eis que surgiu a questão das janelas lá de casa e que tipo de visão elas nos proporcionavam e que tipo de vista nós realmente gostaríamos de ter. Afinal ouvi dizer por aí que os olhos são as janelas da alma e nessa mesma levada nos ocorreu que as janelas são os olhos das casas e desde então a pergunta que nos persegue é: O que alimenta os olhos da sua casa?
– L. S. do blog Máquina de Letras, do post sobre janelas].

Achei legal poder compartilhar alguma “janela” participando da postagem do L. S., por isso, cá estou. Desde um outro blog movimentado que eu tive, em que eu era uma blogueira ativa, é que eu sigo o Máquina de Letras.
A vista de onde escolho morar é um quesito essencial. Sonho mesmo seria se eu pudesse morar em uma casa onde tivessem janelas para os lados leste e oeste.
O que alimenta os meus olhos da minha janela (que é do lado oeste) é o pôr do sol de todos os dias e que eu considero um “abastecedor de humores”, eu diria, porque é um mais lindo que o outro! Do 21° andar as montanhas lá no fundo parecem pequenas, as casas lá embaixo então, parecem miniaturas… impossível não me sentir como um átomo.  A paisagem é realmente um colírio para os os meus olhos!
Mas para ilustrar essa postagem a foto que eu apresento (tirei em 11/2015) não é da minha janela, é de uma casa perto de onde eu trabalhava, num dia de outono, num bairro bonito perto de Viena. Apesar de ser uma casa bonita, com essa bela parede de plantas, a janela não deve ter a mesma vista que tenho da minha. Não se pode ter tudo, não é!

  • curti (2)

Criança

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Muitas coisas já sobrepuseram e esmagaram minha imaginação infantil, mas lembro que quando eu era criança ficava piiii da vida se os adultos pedissem para eu sair, porque era sinal que a conversa estava ficando séria…
Quem diria! Hoje, já adulta (se bem que às vezes não tenho tanto essa certeza) me ofereço para sair quando isso acontece.
Meus conselhos, minhas vivências não vão mudar o rumo da vida de ninguém. Ficamos chatos e sérios e meu senso de responsabilidade em dizer algo inútil está aumentando cada vez mais.
Quando somos crianças temos a impressão que sempre há um adulto para nos ajudar no final… quando adultos desacreditamos disso. Parece que adulto não tem crédito, e  nas crianças que acreditamos mais…
Eu sei, não há como inverter os papeis, não posso voltar a viver a vida de criança –  pois seria chamada de retardada pelos psicólogos   e precisaria de tratamento sério – mas que eu acharia ótimo poder ficar quietinha esperando um adulto me tirar de uma fria, ahhhh acharia!

  • curti (2)

Casulo

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Estava eu lá acanhada na vida
Enleada em fios de velhas cicatrizes
Recolhida para as coisas do amor
Estava eu lá involucrada nas defesas
Acabrunhada para os desejos
Ignorando uns tantos anseios
Estava eu lá distraída nos dias
Alheia aos olhares e encantos
E tu sem procurar me encontraste
E do casulo suavemente me libertaste

  • curti (2)

Parabéns pra mim

Um presente de aniversário

“Dos 42 aos 49 anos se completa a transição para a meia-idade. Acentua-se a necessidade de usar mais talento para compensar a perda da vitalidade física. As emoções estavelmente negativas, que nunca foram recomendáveis, agora já não podem ser toleradas porque passam a ter efeitos diretos sobre a saúde. Há um sentido maior de urgência no viver. Ainda se tem saúde, ainda se pode recomeçar a vida, mas não há mais tempo a perder. O final dessa fase traz uma grande tranquilidade a algumas pessoas, quando percebem que já cumpriram certos deveres básicos na vida. Essa percepção afasta o medo e dá tranquilidade para viver o futuro. Em muitos casos os filhos foram criados e a situação econômica está consolidada. A alma se volta para aproveitar melhor a vida. Ama mais profundamente, dá menos atenção a formalidades e vai direto ao que interessa. Pela posição de Saturno em trânsito, a partir dos 47 anos e até os 54 há um período de novo ânimo e grande poder de iniciativa e realização. É quase uma segunda adolescência. Os temas da juventude que ainda não foram bem resolvidos podem ser retomados agora em um esforço profundo de compensação.”
(Todas as idades da vidade Carlos Aveline)

Exceto eu não ter filhos e minha situação econômica não ser consolidada, com certeza tenho dado menos atenção a formalidades, seguindo a regra do texto acima.
Hoje completo 49 anos.
O que uma mulher dessa idade tem a dizer é pouco, porque as “certezas” vão virando incertezas, sem falar das coisas zen-graça, vixi, essas têm muito hehe
Sigo o meu caminho de sombras e luzes, as vezes mais sombras do que luzes, mas consciente que devo aproveitar mais as luzes.
Vitalidade física ainda tenho aos montes (amém) então acho vou começar a planejar já a festa dos 50, essa sim, vai ser de arromba, até lá, deixa a vida me levar (essa música tem tudo a ver comigo, adoooro).

  • curti (3)

Caminhos

“Muitas vezes as coisas que nos tocam mais são aquelas que na altura em que estão a acontecer nem nos apercebemos.”
(Antonio Lobo Antunes)

Minhas fotos preferidas, ultimamente, têm sido as de estrada, de caminhos…
Parece que o meu inconsciente tem me levado sempre a seguir, para uma estrada longe, ao encontro do inesperado, do que me faça ter a sensação que “cheguei”.
Quantos planos já fiz para caminhos que cheguei e não eram os esperados… nossa.
Ao mesmo tempo, andar sem destino, dá uma sensação de vagar à toa.
O vagar dá a impressão de se estar perdido. Eu não estou perdida.
Espero estar no caminho. Vou esperar.

  • curti (3)

Pensando alto

Os romances são outros. O WhatsApp, o Skype e sei lá mais o quê não dão folga, a “presença” é online, são 24 horas para ser original e maravilhosa… Como ficam os lapsos de humor, em meio a tentar ser uma espécie tão rara? O que dizer para ficar off-line, ler, ou mesmo só dormir? Quando se tem muita disponibilidade, tem muito assunto desnecessário também…
Talvez aquela sensação de borboletas no estômago seja justamente ter a despreocupação de “deixar de lado” que as borboletas durmam lindas e tranquilas para acordarem felizes e flutuantes no dia seguinte, sem a promessa e o desconforto de terem que existir, e sem a obrigação de serem só elas a darem alegria e vontade de estar junto, não sei, pode ser; se bem que sem conquistar e cativar antes, não há conexão que resista 😉

  • curti (3)

Feliz ano novo!

Há três dias de chegar 2016 venho desejar paz e amor.
O ano termina como começou, mas posso dizer que em 1 ano mudei muito…
2015 levou um trabalho, um sobrinho (há 4 dias exatos), e questionamentos – essa parte trouxe as certezas – onde quem sabe germinem árvores inteiras, não apenas raízes.
Seja bom 2016! 🎉

  • curti (1)

Ausência

A luz da lua cheia não ilumina como a sua… a tua luz me põe cor nos lábios, saliva na boca, suor na saída de cada poro…
Como uma criança dou corda nesse fim de dia e o ponho em movimento. Mas se você está aqui, a tua presença já é o combustível, a força, o caminho.
Um dia, quem sabe, terei o (nosso) mundo enquadrado por mim, minha vontade, e ninguém mais fará esse filme.

  Flowery Wind - Yoko Kanno

  • curti (1)

Novembro

Novembro tem raios de sol iluminados.
Tem um vento charmoso e inquieto.
Um dia é gelado. Outro nem tanto.
Me lembra pessoa indecisa.
Por isso, já quis poetizá-lo mas não tenho gosto por outono.
Deixo a paisagem falar por ela mesma.
Deve ser assim a contemplação da beleza…

  Laura Pausini - música tema do filme "Sweet November"

  • curti (1)

Elegância

Algumas pessoas têm um tipo de elegância que as fazem chamar atenção por onde passam independente do que estejam vestindo, com quem estão andando ou de que assunto estejam falando.
É um tipo de elegância que Paul Valery descreveu como “a arte de não se fazer notar, aliada ao cuidado sutil de se deixar distinguir” .
São pessoas que brilham sem fazer esforço, que não precisam alterar o tom de voz, carregar nos gestos, caprichar na produção ou no corte do terno, pois elas conquistam e atraem atenções simplesmente por se sentirem confortáveis na própria pele.
Sabem que a melhor aparência e a mais altiva postura são o brilho nos olhos e a genuinidade no sorriso. Elas iluminam onde passam, pois sua paixão pela vida e seu jeito de encarar o mundo transbordam de dentro para fora. E quando se aprende a brilhar de dentro para fora, qualquer roupa ou acessório que se vista cai bem.
São pessoas que têm uma fineza de alma e se diferenciam por terem aprendido a difícil e corajosa missão de se conservarem sensíveis num mundo que valoriza posturas rígidas e atitudes mecânicas. E como disse Adélia Prado, “a coisa mais fina do mundo é o sentimento”.
De nada vale poder sem humildade, dedicação sem entrega, beleza sem essência, intelecto sem sensibilidade. De nada vale gerenciar todas as questões aparentes, práticas e importantes da vida, se não sofisticarmos o modo de enxergar e de sentir o mundo.
Pessoas que sofisticam o sentir nunca saem de moda, desenvolvem um magnetismo natural, se tornam referências, modelos atemporais. Inspiram simplesmente pelo o que são. Têm personalidades próprias e não precisam seguir um grupo, ou uma tendência, pois seus estilos vêm da abertura e da liberdade de se deixar guiar pela intuição e pelas vontades intrínsecas.
Gosto de ver a beleza que se estampa nas pessoas que sabem se despir das armaduras e se vestir de si mesmas. Gosto de admirar as pessoas que se tornaram atraentes não pela busca da perfeição, mas pela aceitação amorosa de suas vulnerabilidades humanas.
Gosto das pessoas que perceberam que a maior fineza na vida é a transparência. Que sabem que o verdadeiro luxo é a falta de necessidade de ostentação, pessoas que estão em busca de ser mais e não de ter mais. E que assim, sem querer, alcançaram o que Coco Chanel chamou de “a chave para a verdadeira elegância”, que nada mais é do que a simplicidade.

Nome do texto: “Elegância – a arte de não se fazer notar, aliada ao cuidado sutil de se distinguir.”

  • curti (2)