É punk!

Foto: Mödling, Niederösterreich

“O fato de ignorarmos o que sentimos não faz com que
desapareçam de dentro de nós, pelo contrário,
tudo o que é negado se torna mais forte.”
(T. F.)

Tenho reaprendido muita coisa que, com o tempo, por comodidade, ou preguiça de tocar no assunto, deixei de lado. Conversar problemas é esse tal aprendizado mais atual. Só que agora dancei, porque no meu trabalho exigem uma conversa assim uma vez na semana, e nem aquele mané que pega no meu pé posso ignorar com um bom dia ou boa tarde mais ou menos. Já dispensei até a terapia porque percebi que nem essas conversas me desestressam, ou seja, será que tenho solução ainda?
E assim vou levando… junto com a imunidade baixa, a falta de vitamina D e o outono que chegou com tudo!

  • curti (0)

Eba!

Ela ainda esperava o Natal chegar e achava a época mais bonita do ano.
Não querem Deus nas nossas vidas, cada dia nos fazem acreditar menos nEle – mas ela acreditava!
Pela primeira vez ia celebrar o Advent (do latim adventus que significa “chegada”, pelo menos foi o que leu no google). Ganhou as 4 velas para acender cada uma nos 4 domingos que antecedem o dia 25/12 e adorou. Ia exagerar nas luzes dos enfeites, e sentia-se iluminada, de fato.
Apesar das lembranças do passado se misturarem ao presente, e principalmente do último ano em que na véspera do natal uma luzinha da família se apagou tão tragicamente num acidente de carro fatal, ia lembrar das coisas boas…
Dias de folga a aguardavam, ia começar a arrumar a casa e entrar no clima.

Wham – Last Christmas

  • curti (4)

A pedra

pedra-no-caminhoimagem via

Havia uma pedra no caminho…
e ela representava ainda muitos dias de paciência, gentilezas, atenção, deixa pra lá, profi acima de tudo, e o velho e bom humor para quebrar a barreira da grosseria e da arrogância… se esforçaria, ainda tinha um quilo desses, às vezes, inimagináveis conteúdos de defesa. Já tinha gasto alguns ao longo do tempo, mas nada que na sua bagagem não tivesse um pouquinho a mais…
Um belo dia de sol e um horizonte novo se abriria, com certeza.

The Corrs – Dreams

  • curti (3)

Tô pensando…

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 “A opinião é realmente a mais baixa forma de conhecimento humano, não exige responsabilidade, nem compreensão. A forma mais elevada de conhecimento é a empatia, pois exige que suspendamos nossos egos e vivamos no mundo de outra pessoa, requerendo um entendimento profundo, e de propósito maior do que o ego.”
(Bill Bullard)

Tem muita opinião para pouca empatia, assim como ego à solta.
Difícil opinar… meu ego sempre fala mais alto, e rio ou choro (de tanto rir – e eu respeito muito minhas risadas rss.)
O que fazer, então?

  • curti (3)

Olé!

A tradução livre do nome Schwarzkopfweg – rua na qual trabalho – é “cabeça preta longe”. Longe mesmo, o transporte público tem fácil acesso, mas por ser uma área retirada, tem menos pessoas e por isso só tem ônibus de 2 em 2 horas. Quando estou na estação à espera por ele,  impossível não deixar de pensar que, se fosse no Brasil eu estaria mais incomodada, por causa do perigo que a rua mal iluminada representa.
“O saber não ocupa lugar”, e chegou a hora em que eu sabia não ter a “Führerschein” ia me fazer falta, argh!
Quando eu tiver conseguido, registro aqui mais um pequeno (e grande) feito nessa minha vida de ervilha, e em breve, motorizada.

  • curti (4)

Visagismo

sobrancelhasfoto via

Às vezes me acho antiquada e perfeccionista, porque não consigo admirar muitas tendências e moda atuais, como por exemplo, as sobrancelhas tiradas e estranhamente delineadas, tanto em mulheres como em homens. É tão bizarro, é uma tendência tão disseminada, que confunde nosso senso comum…
Acho que se eu encontrasse uma pessoa com uma sobrancelha assim no calar da noite eu sairia correndo, com medo que fosse um fantasma, isso que nem acredito em fantasma!! 😛
Não falta beleza natural, falta autoestima  e menos pinça na hora de dar uma aparada na sobrancelha.  Na intenção de melhorar, se estraga. A perfeição não é bonita, é assimétrica mesmo, na minha reles opinião. E  nesse caso se aplica tão bem, que uma sobrancelha muito delineada desarmoniza o conjunto;  nos homens tira um pouco da virilidade e nas mulheres banaliza. Mas… o que é de gosto, regala a vida – assim diz o provérbio!

Visagismo: é a arte de criar uma imagem pessoal que revela as qualidades 
interiores de uma pessoa, de acordo com suas características físicas e os 
princípios da linguagem visual (harmonia e estética), utilizando a 
maquilagem, o corte, a coloração e o penteado do cabelo, entre outros 
recursos estéticos (definição via).
  • curti (4)

Saudade

Como deixar de ter saudade ou ser indiferente?
Posso dizer que ela foi humanamente uma mãe, cheia de erros e poucos acertos, e que como poucas, conheci a amiga, sem ser a mãe.
Me irritava quando ela me chamava de “meu neném” (sou a caçula) quando me apresentava para alguém… As histórias se repetem, e o lugar que ocupamos também. Talvez eu faria a mesma coisa se tivesse filhos rs.
Sinto a maior alegria em ter sido gerada por ela, mulher de fé, força e opinião… esse modelo p*** louca é único!
Mãe, tem wlan aí? 😉

19/06/29 – 27/07/07

  • curti (5)

Tia sendo tia

KindPara mim é difícil improvisar a fantasia quando se trata de falar da realidade.
Ontem vi uma foto dos meus sobrinhos caçulas e me veio aquela sensação de falta. Só os  conheço por foto porque eles nasceram depois que vim para cá.
Tive a sorte de conviver com os meus sobrinhos mais velhos quando eles eram crianças e foi uma delícia! Tão bom ter sobrinho…  a gente mima sem se preocupar, porque a educação deixamos para os pais hehe
Sinto de coração não poder acompanhar o crescimento e deles não saberem disso, por isso escrevo esse texto. Um dia tenho a esperança que leiam.
Enquanto isso, R & F (as iniciais dos seus nomes), vou orar para que Deus reserve o melhor a vocês, acreditem em Deus mais do que em tudo, e que, “boas coisas acontecem quando esperamos, mas as ótimas quando vamos à luta.”

O caderno

  • curti (4)

Violência

foto via

Muito se tem falado em redes sociais, sites de notícia, e até em um  jornal conceituado daqui, sobre a garota de 16 anos que foi estuprada por mais de 30 homens no Rio de Janeiro, Brasil.
Pelo que li, a moça fazia apologia ao crime e ao sexo livre.
Se for mesmo verdade (porque eu já ando duvidando de tudo que leio por aí), lamento mais ainda o fato!
Se há culpado, é a educação, ou melhor, a falta dela, na minha opinião. Na falta dela está enraizado todo o mal de mentes doentias, e pior que nem se apercebem disso.
Quantos pais alienados educam seus filhos homens para “marcar presença” se a mulher “dá mole”; não ensinam a fazer serviços domésticos porque é “coisa de mulher”…
Por outro lado, quantas formas de violência nós mulheres vivenciamos e algumas nem se dão conta, como os relacionamentos abusivos, chantagens emocionais em troca de alguma coisa… A cultura do estupro é assustadora!
Ainda existem muitas mulheres que se submetem a viver como se fossem obrigadas a ser o que eles querem, pensando que isso é casamento, isso é amor…
Não sou feminista, mas na minha vida privada defendo o meu direito de tudo que eu me sinta “violentada”!
Me permito dizer que aprendi na convivência com o sexo oposto que, o que importa é “o que se olha, não o que se vê”, e a maioria vê o que eles têm na cabeça, por isso no tocante às roupas melhor mesmo ser neutra. Se sem ver direito, o registro mental já floresce, vendo o invisível até para eles, imagine vendo…
É um assunto delicado, eu só quis deixar registrado o meu pensamento com rápidas pinceladas. Seria muito bom que as mulheres ignorassem menos o assunto, e procurassem saber, perguntando, lendo sobre a cultura do estupro, e que vai muito além da violência carnal.

  • curti (1)

Janelas

[Tomando café e conversando com a minha esposa há uns tempos atrás eis que surgiu a questão das janelas lá de casa e que tipo de visão elas nos proporcionavam e que tipo de vista nós realmente gostaríamos de ter. Afinal ouvi dizer por aí que os olhos são as janelas da alma e nessa mesma levada nos ocorreu que as janelas são os olhos das casas e desde então a pergunta que nos persegue é: O que alimenta os olhos da sua casa?
– L. S. do blog Máquina de Letras, do post sobre janelas].

Achei legal poder compartilhar alguma “janela” participando da postagem do L. S., por isso, cá estou. Desde um outro blog movimentado que eu tive, em que eu era uma blogueira ativa, é que eu sigo o Máquina de Letras.
A vista de onde escolho morar é um quesito essencial. Sonho mesmo seria se eu pudesse morar em uma casa onde tivessem janelas para os lados leste e oeste.
O que alimenta os meus olhos da minha janela (que é do lado oeste) é o pôr do sol de todos os dias e que eu considero um “abastecedor de humores”, eu diria, porque é um mais lindo que o outro! Do 21° andar as montanhas lá no fundo parecem pequenas, as casas lá embaixo então, parecem miniaturas… impossível não me sentir como um átomo.  A paisagem é realmente um colírio para os os meus olhos!
Mas para ilustrar essa postagem a foto que eu apresento (tirei em 11/2015) não é da minha janela, é de uma casa perto de onde eu trabalhava, num dia de outono, num bairro bonito perto de Viena. Apesar de ser uma casa bonita, com essa bela parede de plantas, a janela não deve ter a mesma vista que tenho da minha. Não se pode ter tudo, não é!

  • curti (2)

Criança

                                                              imagem

Muitas coisas já sobrepuseram e esmagaram minha imaginação infantil, mas lembro que quando eu era criança ficava piiii da vida se os adultos pedissem para eu sair, porque era sinal que a conversa estava ficando séria…
Quem diria! Hoje, já adulta (se bem que às vezes não tenho tanto essa certeza) me ofereço para sair quando isso acontece.
Meus conselhos, minhas vivências não vão mudar o rumo da vida de ninguém. Ficamos chatos e sérios e meu senso de responsabilidade em dizer algo inútil está aumentando cada vez mais.
Quando somos crianças temos a impressão que sempre há um adulto para nos ajudar no final… quando adultos desacreditamos disso. Parece que adulto não tem crédito, e  nas crianças que acreditamos mais…
Eu sei, não há como inverter os papeis, não posso voltar a viver a vida de criança –  pois seria chamada de retardada pelos psicólogos   e precisaria de tratamento sério – mas que eu acharia ótimo poder ficar quietinha esperando um adulto me tirar de uma fria, ahhhh acharia!

  • curti (2)

Parabéns pra mim

Um presente de aniversário

“Dos 42 aos 49 anos se completa a transição para a meia-idade. Acentua-se a necessidade de usar mais talento para compensar a perda da vitalidade física. As emoções estavelmente negativas, que nunca foram recomendáveis, agora já não podem ser toleradas porque passam a ter efeitos diretos sobre a saúde. Há um sentido maior de urgência no viver. Ainda se tem saúde, ainda se pode recomeçar a vida, mas não há mais tempo a perder. O final dessa fase traz uma grande tranquilidade a algumas pessoas, quando percebem que já cumpriram certos deveres básicos na vida. Essa percepção afasta o medo e dá tranquilidade para viver o futuro. Em muitos casos os filhos foram criados e a situação econômica está consolidada. A alma se volta para aproveitar melhor a vida. Ama mais profundamente, dá menos atenção a formalidades e vai direto ao que interessa. Pela posição de Saturno em trânsito, a partir dos 47 anos e até os 54 há um período de novo ânimo e grande poder de iniciativa e realização. É quase uma segunda adolescência. Os temas da juventude que ainda não foram bem resolvidos podem ser retomados agora em um esforço profundo de compensação.”
(Todas as idades da vidade Carlos Aveline)

Exceto eu não ter filhos e minha situação econômica não ser consolidada, com certeza tenho dado menos atenção a formalidades, seguindo a regra do texto acima.
Hoje completo 49 anos.
O que uma mulher dessa idade tem a dizer é pouco, porque as “certezas” vão virando incertezas, sem falar das coisas zen-graça, vixi, essas têm muito hehe
Sigo o meu caminho de sombras e luzes, as vezes mais sombras do que luzes, mas consciente que devo aproveitar mais as luzes.
Vitalidade física ainda tenho aos montes (amém) então acho vou começar a planejar já a festa dos 50, essa sim, vai ser de arromba, até lá, deixa a vida me levar (essa música tem tudo a ver comigo, adoooro).

  • curti (3)

Caminhos

“Muitas vezes as coisas que nos tocam mais são aquelas que na altura em que estão a acontecer nem nos apercebemos.”
(Antonio Lobo Antunes)

Minhas fotos preferidas, ultimamente, têm sido as de estrada, de caminhos…
Parece que o meu inconsciente tem me levado sempre a seguir, para uma estrada longe, ao encontro do inesperado, do que me faça ter a sensação que “cheguei”.
Quantos planos já fiz para caminhos que cheguei e não eram os esperados… nossa.
Ao mesmo tempo, andar sem destino, dá uma sensação de vagar à toa.
O vagar dá a impressão de se estar perdido. Eu não estou perdida.
Espero estar no caminho. Vou esperar.

  • curti (3)

Pensando alto

Os romances são outros. O WhatsApp, o Skype e sei lá mais o quê não dão folga, a “presença” é online, são 24 horas para ser original e maravilhosa… Como ficam os lapsos de humor, em meio a tentar ser uma espécie tão rara? O que dizer para ficar off-line, ler, ou mesmo só dormir? Quando se tem muita disponibilidade, tem muito assunto desnecessário também…
Talvez aquela sensação de borboletas no estômago seja justamente ter a despreocupação de “deixar de lado” que as borboletas durmam lindas e tranquilas para acordarem felizes e flutuantes no dia seguinte, sem a promessa e o desconforto de terem que existir, e sem a obrigação de serem só elas a darem alegria e vontade de estar junto, não sei, pode ser; se bem que sem conquistar e cativar antes, não há conexão que resista 😉

  • curti (3)

Feliz ano novo!

Há três dias de chegar 2016 venho desejar paz e amor.
O ano termina como começou, mas posso dizer que em 1 ano mudei muito…
2015 levou um trabalho, um sobrinho (há 4 dias exatos), e questionamentos – essa parte trouxe as certezas – onde quem sabe germinem árvores inteiras, não apenas raízes.
Seja bom 2016! 🎉

  • curti (1)

Ausência

A luz da lua cheia não ilumina como a sua… a tua luz me põe cor nos lábios, saliva na boca, suor na saída de cada poro…
Como uma criança dou corda nesse fim de dia e o ponho em movimento. Mas se você está aqui, a tua presença já é o combustível, a força, o caminho.
Um dia, quem sabe, terei o (nosso) mundo enquadrado por mim, minha vontade, e ninguém mais fará esse filme.

  Flowery Wind - Yoko Kanno

  • curti (1)

Novembro

Novembro tem raios de sol iluminados.
Tem um vento charmoso e inquieto.
Um dia é gelado. Outro nem tanto.
Me lembra pessoa indecisa.
Por isso, já quis poetizá-lo mas não tenho gosto por outono.
Deixo a paisagem falar por ela mesma.
Deve ser assim a contemplação da beleza…

  Laura Pausini - música tema do filme "Sweet November"

  • curti (1)

Au revoir!

Há dias silenciosos… em que o mais sublime eco nos desafia, nos envolvendo por um barulho que precisa ser silenciado. São pouco mais de 6hs da manhã. Caí da cama, literalmente, mas bem descansada.
Tema do dia: au revoir! (tchau). Chique assim, em francês (quem vê pensa sei falar francês). Na verdade sou péssima para idiomas, assim como para dizer adeus.
Estou vendo pela janela (foto) as pessoas passarem ali embaixo, elas estão indo em alguma direção… trabalho, supermercado, talvez. Como é importante ter uma direção, e mesmo sem saber direito onde se está indo, ir sem medo. Bom dia!

  • curti (6)