Relacionamentos

Muitas pessoas não querem amar, querem apenas ter alguém para passar o tempo, para fazer sexo, para companhia quando convier. Ou seja, querem apenas a parte florida da parceria, sem querer se responsabilizar pelos pesos incômodos que todo e qualquer relacionamento também carrega. Só pretendem assumir a parte divertida da vida, pois não amadureceram o suficiente para enfrentar os dissabores. Relacionar-se requer maturidade, comprometimento, empatia.
Não sinta atração por quem te usa como mera distração. Não gaste o seu melhor com quem não oferece nada em troca. Lembre-se de que o amor tem a medida exata da dignidade que te sobra ao final do dia, nada menos do que isso. Não perca tempo, não se iluda com quem não muda, não jogue fora no lixo esse seu coração que é tão lindo e especial. Resguarde-se, sonhe, ame-se. É isso.

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Toda história tem seu fim


Houve um tempo em que o desespero foi tão grande que eu comecei um diário, um caderninho rosa no qual eu escrevia diariamente, diretamente para Deus, na esperança de que de algum modo eu fosse acolhida e encontrasse compreensão. Também veio o blog e eu escrevia incansavelmente. Aí vieram inúmeros arquivos .doc em subsubsubsub pastas nos meus arquivos pessoais… e aí veio a sabedoria do silêncio. Isso tudo foi resultado de um longo processo de conhecimento. Tive que aprender a engolir coisas que não podiam ser ditas, então eu escrevia. Eu implodia emocionalmente e explodia nas palavras – foi a maior arma encontrada por mim mesma para minha autosobrevivência. Porque a vida é assim, a gente sobrevive às circunstâncias e faz um arsenal de armas pra isso. Cada um do seu jeito, esse foi o meu.
Já parou para pensar em como seria mais fácil se as pessoas aprendessem só observando? Se olhar, opinar e julgar fosse o suficiente…? Não é. Continuamos, claro, opinando, julgando, avaliando, falando de todos ao nosso redor, mas não aprendemos. A gente acha que esse nosso olho grande na vida dos outros é suficiente, até que tudo aquilo de curioso que acontece na vida do vizinho começa a crescer na nossa grama. Anos de dedicação construindo nosso teto até descobrirmos que ele é de vidro, como o de todo mundo. Que uma pedrinha boba é capaz de rachá-lo, que uma segunda pedrinha boba pode derrubá-lo, mas a pior parte é saber que o vidro quebrado não pode ser emendado. Que se emendar, ele quebra de novo, mas agora nem precisa de pedra, qualquer vento é capaz de derrubar tudo. É nessa hora que a gente tem que pensar no vidro novo. É complicado olhar pra cima e entender que um vidro novo significa coisa nova. Significa reconstruir um teto, significa zerar o placar, significa tanta coisa…
Somos tão acostumados com nossa vida que tantas vezes nós mesmos vendamos nossos olhos só para não termos que encarar tudo que a vida pode nos dar. Passamos séculos vivendo mais ou menos pelo medo de buscar o mais, até que inevitavelmente alguém nos empurra para fora da zona de conforto. E agora?
Toda história precisa de um final. Toda. E não existe só um final. Existem vários finais, inúmeros, incontáveis, infinitos… finais. Desde o final de um filme que durou duas horas que você acabou de assistir, passando pelo final do dia, o final do mês, o final do curso, o final do prazo, o final do ciclo, ao final da vida…
Nossa história não acaba em qualquer final. Nossa história é feita propositalmente de várias histórias. Acredito que Deus fez isso na intenção de que em uma única vida possamos ter muitas histórias, em vez de nos prendermos a um único e longo romance. Nossa vida é feita mesmo de crônicas. É um livro bem grande, cheio de crônicas. Cada uma das crônicas carrega sua própria moral e vamos nos descobrindo, vamos nos conhecendo, acertando, errando, consertando ou simplesmente seguindo. Mas o mais importante é que tenhamos a capacidade de enxergar o livro todo e nunca nos prendermos a uma única história, mesmo que ela queira muito ser mais importante que todas as outras. Porque o que importa, no fim das contas, é o livro todo, porque nossa vida não pode ser contada em uma única história.

de Raíssa Biolcati

Holding Back the Years - Simply Red

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Prestenção!

A maioria das pessoas casam-se acreditando no mito que o casamento é uma caixa cheia de ‘coisas’, das quais elas tinham carência: companheirismo, intimidade, amizade, etc.
A verdade é que o casamento, desde o início, é uma caixa vazia. Você deve colocar alguma coisa dentro antes de começar a tirar qualquer coisa de dentro. Não existe amor no casamento. O amor está nas pessoas. E as pessoas colocam amor no casamento. Não tem romance no casamento. Você tem que impulsionar o romance na sua relação. O casal deve aprender a arte e a forma de dar, amar, servir e agradar, mantendo assim a caixa sempre cheia. Se você tirar mais do que adicionar, a caixa estará sempre vazia.

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