Ahhh as fofocas

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Nunca fui santa… confesso que já me esbaldei em ouvir e até dar pitacos em fofocas – os tais “bafos”. Mas com a maturidade quase batendo na minha porta, com a avaliação do que realmente é essência e entendendo que, o julgamento é um artefato démodé (fora de moda), já não importo-me mais com os tititis.
Uso o silêncio como disfarce, até palpito, aprendi; ouço, e logo trato de armazenar no “setor das inutilidades” do meu sistema nervoso central, para que o assunto seja sepultado ali, já que o corpo não está presente. Enterro o que não me diz respeito, por respeito!
Aquela famosa máxima “Falem mal mas falem de mim” ao meu ver, só é útil as pessoas que não tem um bom monólogo consigo mesmo e que precise e goste de ser assunto de outrem. Prefiro a frase “todos temos esqueletos nos armários”, então, bisbilhotar a vida e ainda comentar os sofrimentos alheios sem saber os reais motivos e conflitos (sim, porque na maioria há dores) não é só perda de tempo – é querer esconder os seus! É falta do que ler, de observar, de ir a novos lugares, provar novos gostos, novas emoções, novos objetivos e poder dividir isso numa boa conversa, pois além de inócua e sem propósito, a fofoca é cafona.

  • curti (2)

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