Let it go

Primeira neve do outono, Mödling, Gaaden, Áustria, 30/11/17

“Eu sofri por muitas catástrofes na minha vida, a maioria nunca aconteceu” – a frase é do escritor americano MarkTwain. Mas podia ser minha. Ou sua. Quanta ansiedade e sofrimento evitaríamos simplesmente nos livrando dos pensamentos que antecipam problemas e conflitos. Aprender a deixar ir é um poderoso antídoto antiestresse… a prática diária consiste em parar, sentar, respirar e permanecer, por certo tempo, como observador de si mesmo. Quanto mais nos dedicarmos a essa “malhação cerebral”, mas aprenderemos a identificar certos padrões. Em um processo chamado de poda sináptica*, que acontece enquanto dormimos, a “jardinagem cerebral“ se encarrega de estimular as áreas que estamos usando e reduzir as que entendi como “sem uso“. A poda não tem juízo de valor, mas nossa consciência, sim. Ela nos leva a oportunidade de escolher como vamos nos comportar. Não é automático nem receita de bolo; podemos optar para sofrer menos e trabalhar com mais leveza. E deixar ir o resto.

(Trecho do texto de Cynthia Almeida, jornalista)

*Poda sináptica: Nosso cérebro é uma obra de arte em constante construção, a cada nova aprendizagem, novos circuitos neuronais são ativados, novas sinapses são formadas, eis aí a plasticidade.

  • curti (1)

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