Dia das Mães

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“Amor de mãe é dislexo”

Dramáticas, incongruentes, exageradas, chantagistas e profundas. Pense em qualquer mãe que não tenha ao menos duas dessas atribuições.
Mãe tem dislexia ao amar, troca letras, troca o mundo, ama torto, ama cheio de clichês e ama tentando acertar.
Mãe que é sempre dócil e gentil é anomalia, pois as “normais“ precisam de Rivotril ou de terapia. Ser mãe é esporte radical em queda livre e frio na barriga.
Lê nos livros e prega aos outros de forma resoluta que filhos precisam de asas, mas no fundo, de maneira egoísta quer os filhos no ninho para alimentar. Reza quando estão longe, quando estão perto também.
Mãe abre mão, abre a carteira, abre exceção, mas não esquece, arquiva, pois um dia, dá um jeitinho de lembrar… Pois mãe não cobra à vista, parcela! Adora a solidão … Mas sente a saudade em tempo integral.
Deus cuida das mães de longe, porque se dormisse no quarto ao lado já teria ido estudar fora ou se mudado para uma ONG. Mas com toda certeza … Ele sempre antes de dormir faz uma oração e nos diz: “Te amo, pois a criei exatamente assim, cheia de defeitos para ser um ser que ama de jeito único e (im) perfeito.”

  • curti (3)

Casamento

Ontem 04/05 foi o casamento de uma sobrinha em Curitiba –
desejo mil felicidades ao novo casal!!
Pensando nisso é que lembrei desse artigo do
inesquecível (in memoriam) psiquiatra Flávio Gikovate:

Quando surgem os “defeitos” ou as “imperfeições” do amado (ou seja, aquilo que não gostamos nele) é que se inicia a efetiva relação amorosa.
Há “defeitos” que toleramos bem e outros que, mesmo irrelevantes, nos irritam ou magoam muito: convém pensar em nossas reações a longo prazo.
Os mais maduros tendem a ser mais tolerantes; porém, não convém subestimar o impacto negativo de certas condutas irritantes ao longo de anos.
Os que pretendem estabelecer elos sentimentais duráveis devem se acautelar bastante e fazer uma avaliação precisa do modo de ser do parceiro.
No dia a dia, a ausência de determinados “defeitos” que nos irritam muito é mais importante do que presença das qualidades que nos encantam!
Não é bom pensar que, com o convívio, as pessoas se ajustam e os “defeitos” se esvaem: é melhor acertar os detalhes antes de um compromisso.
Antigamente se dizia, brincando, que “quando casar, sara“. Não é verdade: quando as pessoas se casam, se acomodam e tudo tende a ficar pior.

  • curti (2)