4-8 anos de idade descrevendo o amor…

Rebecca, de 8 anos: “Quando minha avó teve artrite ela não podia se curvar e pintar as mais as unhas dos pés. Então, meu avô fez isso por ela o tempo todo, mesmo quando suas mãos tinham artrite também. Isso é amor.”

Terri, de 4 anos: “O amor é o que faz você sorrir quando está cansado.”

Danny, de 7 anos: “O amor é quando minha mãe faz o café para o meu pai e ela toma um gole antes de dar a ele, para garantir que o sabor está ok.

Nikka, 6 anos de idade: “Se você quiser aprender a amar melhor, você deve começar com um amigo que te odeia.”

Elaine, de 5 anos: “O amor é quando a mamãe dá ao papai o melhor pedaço de frango.”

Chris, de 7 anos: “O amor é quando a mamãe vê o papai fedorento e suado e ainda diz que ele é mais bonito do que Robert Redford.”

Mary Ann, de 4 anos: “Amor é quando seu cachorro lambe sua cara mesmo depois que você o deixou sozinho o dia todo.”

(Achei esse texto – em inglês – no Tumblr. Tradução livre)

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Ensinamentos

1. Afaste-se daquelas pessoas que só chegam para compartilhar queixas, problemas, histórias desastrosas, medo e julgamento dos outros. Se alguém procura uma lata para jogar o lixo que tem dentro, que não seja sua mente.
2. Pague as suas contas a tempo. Ao mesmo tempo, cobre aqueles que te devem ou escolha deixar para lá, se você já percebeu que é impossível receber.
3. Cumpra as suas promessas. Se você não cumpriu alguma, pergunte-se o por quê desta resistência. Você sempre tem o direito de mudar de opinião, de se desculpar, de compensar, de renegociar e de oferecer outra alternativa diante de uma promessa não cumprida, mesmo que já um costume. A forma mais fácil de evitar o não cumprimento de algo que você não quer fazer é dizer “NÃO” desde o começo.
4. Elimine, dentro do possível, e delegue aquelas tarefas que você prefere não fazer, dedicando o seu tempo aquilo que, sim, você desfruta fazer.
5. Dê permissão a você mesmo para um descanso, quando estiver em um momento que necessite e se dê permissão para agir quando estiver em um momento de oportunidade.
6. Jogue fora, recolha e organize… nada te tira mais energia que um espaço desordenado e cheio de coisas do passado que você já não necessita.
7. Dê prioridade à sua saúde, sem a máquina do corpo trabalhando ao máximo, você não pode fazer muito. Tome tempo para perceber o que seu corpo está te dizendo.
8. Enfrente as situações tóxicas que você está tolerando, desde resgatar um amigo ou um familiar, até tolerar ações negativas de um companheiro ou um grupo. Tome a ação necessária.
9. Aceite. Não é resignação, mas nada te faz perder mais energia que o resistir e brigar contra uma situação que você não pode mudar.
10. Perdoe… esqueça uma situação que está te causando dor… você sempre pode escolher deixar ir a dor da recordação.

We are Free - Gladiator

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E por aí…

Quando você estiver lutando com alguma coisa, olhe para as pessoas ao seu redor e perceba que cada uma também está lutando com alguma coisa, e para elas, é tão duro como o que você está passando.

Fly me to the Moon - Frank Sinatra

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Está preparado?

“Como matar alguém: encha-os de amor e deixe-os.”
autoria desconhecida

Mesmo passado tantos anos, podia sentir o aperto no coração ao saber foi traída. O que era certo, é que ele havia tirado o chão  dos seus pés, jamais estaria preparada para tal coisa…

Sweet Love - Anita Baker

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Dez Mandamentos para o Mundo Virtual

1.  Não viverás no mundo virtual, apenas farás incursões. Não substituirás o mundo real pelo mundo virtual.
2.  Não venderás a alma para ganhar seguidores.
3. Jamais esquecerás que tua imagem no mundo virtual é fake, apenas uma personagem, e, portanto, jamais te confundirás com o teu avatar.
4. Não serás displicente a respeito das dimensões públicas (o que todo mundo pode saber e não dá para esconder), privativa (o que apenas as pessoas que convivem com você sabem) e íntima (o que somente as pessoas que você deseja que saibam conseguem saber) da vida. Não devassarás tua vida íntima.
5. Saberás claramente as razões porque estás presente no mundo virtual e utilizas as redes sociais. As intimidades e afetos podem começar no mundo virtual, mas devem ser retiradas do mundo fake das personagens para que sejam redimidas na vida real.
6. Conscientemente construirás tua identidade no mundo virtual. Não darás ponto sem nó. Saberás com quem falas, porque falas e aonde queres chegar ao falar.
7. Não serás melindroso: quem fala o que quer, ouve o que não quer.
8. Não aceitarás provocações. Discutirás ideias e não pessoas. Ao seres ofendido, não ofenderás. Ao seres xingado, não xingarás. Não te esquecerás que quem te agride fala mais de si do que de ti.
9. Não farás de ti mesmo o assunto das tuas mídias sociais. Conterás tua carência, conterás tua vontade de aparecer, e deixarás que sejam outros os lábios que te louvem. §1° Não posarás de vítima. §2° Deixarás de lado todo mimimi.
10. Não cobiçarás as mídias dos outros e seus respectivos seguidores. §1° Não plagiarás. §2° Darás crédito de tudo o que postas.

O autor é teólogo e escritor.

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Se todas as coisas fossem mães

Se a lua fosse mãe, seria mãe das estrelas,
o céu seria sua casa, casa das estrelas belas.
Se a sereia fosse mãe, seria mãe dos peixinhos,
o mar seria um jardim, os barcos seus caminhos.
Se a casa fosse mãe, seria a mãe das janelas,
conversaria com a lua sobre as crianças estrelas,
falaria de receitas, pastéis de vento, quindins,
emprestaria a cozinha pra lua fazer pudins!
Se a terra fosse mãe, seria a mãe das sementes,
pois mãe é tudo que abraça, acha graça e ama a gente.
Se uma fada fosse mãe, seria mãe da alegria,
toda mãe é um pouco fada… Nossa mãe fada seria.
Se uma bruxa fosse mãe, seria mãe gozada:
seria a mãe das vassouras, da Família Vassourada!
Se a chaleira fosse mãe, seria a mãe da água fervida,
faria chá e remédio para as doenças da vida.
Se a mesa fosse mãe, as filhas, sendo cadeiras, sentariam comportadas,
teriam “boas maneiras”.
Cada mãe é diferente: mãe verdadeira, ou postiça, mãe vovó e mãe titia, Maria, Filó, Francisca, Gertrudes, Malvina, Alice, toda mãe é como eu disse.
Dona Mamãe ralha e beija, erra, acerta, arruma a mesa, cozinha, escreve, trabalha fora, ri, esquece, lembra e chora, traz remédio e sobremesa…
Tem pai que é “tipo mãe”… esse, então, é uma beleza!

Sylvia Orthof, escritora brasileira de livros infantis (1932 – 1997)

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Cultivando o alto astral

A sociedade pressiona as pessoas para que sejam sérias, contraídas. Parece até que essa conduta tem o poder de garantir que as coisas sejam bem-feitas, os relacionamentos honestos e que educação e ética sejam qualidades pessoais irreversíveis.
Outro dia, li numa placa: “Não leve a vida a sério. Você não vai sair vivo dela”. A seriedade limita a criatividade. É como um pântano que o alto astral consegue transformar em jardim.
Muitas vezes, a pretexto de ser realista, o indivíduo acaba transformando-se em um pessimista. “Preciso examinar todos os problemas, analisar todas as dificuldades porque, do contrário, as coisas não funcionam”, diz. É importante ter alto astral . O psicólogo Martin Seligman, autor do livro Otimismo Aprendido, traçou um quadro muito interessante da diferença entre o otimista e o pessimista.
O pessimista acredita que os eventos negativos têm origem em condições definitivas. Por exemplo: “Perdi o horário do vôo porque sempre dou azar com avião”. Para ele, os eventos positivos provêm de circunstâncias temporariamente positivas: “Meu chefe me elogiou porque queria que eu fizesse hora extra”.
O otimista, ao contrário, atribui uma falha a um motivo circunstancial: “Perdi a partida porque estava exausto”. E, para ele, as situações favoráveis são causadas por fatos permanentes: “Meu marido trouxe flores para mim porque me ama”.
Quando as coisas dão errado para um pessimista, ele logo faz a decepção invadir todas as esferas de sua vida e se culpa, ainda que o erro não tenha sido seu. O otimista, ao contrário, reage com tranquilidade e pensa: “Bem, todo mundo tem seu dia de azar”. Em seguida, procura uma solução para livrar-se logo do problema. Diante de uma dificuldade, o pessimista acha que ela nunca será superada e que aparecerão muitas outras, enquanto o otimista tem a capacidade de analisar qualquer tipo de questão, organizá-la e solucioná-la rapidamente.
Muitos conseguem vencer na vida mesmo sendo pessimistas. Mas por que pagar tão caro por suas vitórias? Por que se desgastar tanto para ter êxito? Comece a cultivar o alto astral dentro de você, a brincar com os reveses da vida, a enfrentar com bom humor até as situações mais complicadas.
O alto astral é uma forma de ver a vida. Portanto, é diferente do prazer. Quando falamos de prazer, inevitavelmente pensamos em sexo, comida, lazer. O alto astral é bem mais do que isso. É um gesto de generosidade com a vida, com os erros, com as dificuldades. A seriedade leva ao julgamento; o alto astral , à compreensão. Uma boa maneira de saber como anda seu astral é observar se está julgando os outros. Quando alguém está feliz não perde tempo nem energia com isso. O alto astral tem origem na bondade, que, por sua vez, começa no amor. O amor cria a verdadeira alegria de viver. Ame todas as pessoas e brinque com elas, especialmente com você mesmo.

Happy - Pharrell Williams

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Nem todo homem é jardineiro

Um dia as flores descobriram que podiam se deixar levar pelo vento. Descobriram que eram fortes e que tinham direito de viver. O mundo então mudou. Antes, dominadas pela sociedade machista e convencidas que a melhor maneira de viver era seguir a maré, as mulheres calavam-se, fingiam felicidade, fingiam prazer. As que encontravam marido deviam dar-se por satisfeitas. E davam-se. O segredo de tantos casamentos durarem muitos anos antigamente não é o amor que era mais puro e forte, mas a situação da mulher que, dependente financeira e emocionalmente do marido, não ousava, não dizia o que pensava realmente, não exteriorizava o que sentia. As mulheres foram preparadas para servir, os homens para serem servidos. Tanto que parte e outra aceitavam, o mundo caminhava e os casamentos iam adiante. Mas aos poucos a sociedade foi mudando e as mulheres foram revelando-se. Descobriram-se vivas. Descobriram que podem dizer não e sim: não a uma vida monótona e que não realiza; descobriram que são capazes de produzir, criar. Descobriram que podem escolher e escolhem. Escolhem mudar de vida, de caminho, de direção. Jardineiros nem sempre cuidadosos, muitos homens não percebem que a mulher é uma flor. Uma flor serena ficará para sempre no jardim onde foi plantada; somente as que encontram vazio diante de si deixam-se cativar por diferentes horizontes. Um bom jardineiro sabe que uma flor precisa de sol, atenção, cuidados especiais. Um bom jardineiro cativa, cultiva, tem cuidado, poda quando preciso, mas sempre fazendo atenção para não destruir, porque ele sabe que quando a primavera chega a sua flor dará o melhor de si.

Adia - Sara McLahlan

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Relacionamentos – toda história tem seu fim


Houve um tempo em que o desespero foi tão grande que eu comecei um diário, um caderninho rosa no qual eu escrevia diariamente, diretamente para Deus, na esperança de que de algum modo eu fosse acolhida e encontrasse compreensão. Também veio o blog e eu escrevia incansavelmente. Aí vieram inúmeros arquivos .doc em subsubsubsub pastas nos meus arquivos pessoais… e aí veio a sabedoria do silêncio. Isso tudo foi resultado de um longo processo de conhecimento. Tive que aprender a engolir coisas que não podiam ser ditas, então eu escrevia. Eu implodia emocionalmente e explodia nas palavras – foi a maior arma encontrada por mim mesma para minha autosobrevivência. Porque a vida é assim, a gente sobrevive às circunstâncias e faz um arsenal de armas pra isso. Cada um do seu jeito, esse foi o meu.
Já parou para pensar em como seria mais fácil se as pessoas aprendessem só observando? Se olhar, opinar e julgar fosse o suficiente…? Não é. Continuamos, claro, opinando, julgando, avaliando, falando de todos ao nosso redor, mas não aprendemos. A gente acha que esse nosso olho grande na vida dos outros é suficiente, até que tudo aquilo de curioso que acontece na vida do vizinho começa a crescer na nossa grama. Anos de dedicação construindo nosso teto até descobrirmos que ele é de vidro, como o de todo mundo. Que uma pedrinha boba é capaz de rachá-lo, que uma segunda pedrinha boba pode derrubá-lo, mas a pior parte é saber que o vidro quebrado não pode ser emendado. Que se emendar, ele quebra de novo, mas agora nem precisa de pedra, qualquer vento é capaz de derrubar tudo. É nessa hora que a gente tem que pensar no vidro novo. É complicado olhar pra cima e entender que um vidro novo significa coisa nova. Significa reconstruir um teto, significa zerar o placar, significa tanta coisa…
Somos tão acostumados com nossa vida que tantas vezes nós mesmos vendamos nossos olhos só para não termos que encarar tudo que a vida pode nos dar. Passamos séculos vivendo mais ou menos pelo medo de buscar o mais, até que inevitavelmente alguém nos empurra para fora da zona de conforto. E agora?
Toda história precisa de um final. Toda. E não existe só um final. Existem vários finais, inúmeros, incontáveis, infinitos… finais. Desde o final de um filme que durou duas horas que você acabou de assistir, passando pelo final do dia, o final do mês, o final do curso, o final do prazo, o final do ciclo, ao final da vida…
Nossa história não acaba em qualquer final. Nossa história é feita propositalmente de várias histórias. Acredito que Deus fez isso na intenção de que em uma única vida possamos ter muitas histórias, em vez de nos prendermos a um único e longo romance. Nossa vida é feita mesmo de crônicas. É um livro bem grande, cheio de crônicas. Cada uma das crônicas carrega sua própria moral e vamos nos descobrindo, vamos nos conhecendo, acertando, errando, consertando ou simplesmente seguindo. Mas o mais importante é que tenhamos a capacidade de enxergar o livro todo e nunca nos prendermos a uma única história, mesmo que ela queira muito ser mais importante que todas as outras. Porque o que importa, no fim das contas, é o livro todo, porque nossa vida não pode ser contada em uma única história.

de Raíssa Biolcati, via

Holding Back the Years - Simply Red

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Como ser livre de verdade?

Desenvolvendo a capacidade de se desapegar, de principalmente entender que a sua felicidade não depende necessariamente de coisas, bens ou conquistas materiais. Isso não quer dizer que você não poderá aproveitar bem as coisas. O nosso aprendizado espiritual inclui desenvolver o equilíbrio sobre as coisas materiais e o apego. Por isso precisamos nos entender com as coisas da terra. Não podemos ser hipócritas dizendo que o dinheiro é ruim ou que traz problemas. De maneira alguma, já que os problemas e infelicidades são oriundas da mente humana sintonizada em frequências baixas. O dinheiro é o fluído vital do mundo físico, mas pode ser usado para o bem e evolução espiritual, como também para a destruição e para o mal.
A pior escravidão é aquela que acontece em função dos apegos, em que a pessoa tem a ilusão que precisa necessariamente de coisas e pessoas para ser feliz. Muitos atribuem a arte de encontrar felicidade a uma relacionamento ideal, a um emprego bom, um carro do ano, uma casa na praia. Todas essas coisas, se aproveitadas com equilíbrio, podem complementar felicidade na vida de qualquer pessoa, jamais completar, o que é bem diferente. Complementar quer dizer aumentar algo que já existe. Completar quer dizer preencher algo que está vazio.
Ninguém, externamente, pode completar dentro de você um vazio. Se você gerou internamente esse vácuo na sua alma, também é internamente que você conseguirá criar soluções para abastecer esse vazio.
As pessoas e coisas materiais podem sim lhe servir de veículo para que você aprenda o mais rápido possível como evoluir e, definitivamente, achar internamente a solução. Na verdade, essa é uma das principais funções de todo o externo: ajudar a entender o interno.
Você só poderá ser feliz e livre quando abandonar completamente esses vícios que você alimenta paras sustentar essa felicidade baseada em recursos externos. Porque vícios se definem como algo que você quer e não consegue parar de querer. Os vícios não são necessariamente os mais falados como drogas, álcool, fumo, jogos. Esses estão completamente mapeados pelos homens, e são reconhecidos por todos. Refiro-me aos vícios de comportamento e principalmente os de relacionamento.
Se você não consegue se comportar de forma diferente e nova, mesmo sabendo que seria melhor para você, é porque você está viciado nesse comportamento, porque ele lhe traz uma emoção viciante, que você não está conseguindo viver sem.
Se você não consegue viver sem uma determinada pessoa, seja cônjuge, filho, pai, neto, é porque você está viciado na emoção que isso lhe gera, está aprisionado a essa repetição. Pode ser que o que eu vou lhe dizer o assuste um pouco ou até lhe gere desconforto, pois quando pensei nisso, na primeira vez, também rejeitei à primeira vista: se sua felicidade depende de alguém, seja um neto, filho, namorado, marido, esposa, pai, mãe, etc.. Acredite, você é um obsessor vivo da pessoa a qual você acha que depende para ser feliz.
O desapego são as asas da liberdade, pois se você entender que cada ser tem sua missão, que cada pessoa tem uma finalidade e que tudo, na verdade, é temporário, mas que a alma é imortal, provavelmente, você já comece a encontrar um certo conforto.
Se você não pode nem imaginar a possibilidade de perder o seu emprego, ou se não consegue aceitar que um dia seus parentes queridos vão falecer, ou que seu cônjuge pode simplesmente querer se separar, sinto muito, mas você é quase um escravo da vida, e está longe de ser considerado uma pessoa espiritualizada.
Busque aumentar sua autoestima internamente com atitudes simples, priorize sempre seu crescimento espiritual, adquira um compromisso consigo e em muito pouco tempo você começará a colher resultados muito favoráveis ao seu crescimento, criando desapego, aumentando a fé e lhe causando a sensação real de paz, alegria e liberdade.

O Bem o Mal – Danilo Caymmi

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Educação

Vivemos tempos frenéticos. A cada década que passa o modo de vida de dez anos atrás parece ficar mais distante: dez anos viraram trinta, e logo teremos a sensação de ter se passado cinquenta anos a cada cinco. E o mundo infantil foi atingido em cheio por essas mudanças: já não se educa crianças como antigamente.
Existe em quase todas as casas uma profusão de brinquedos, aparelhos, recursos e pessoas disponíveis o tempo todo para garantir que a criança “aprenda coisas” e não “morra de tédio”. Tudo está sendo feito para que, no final, possamos ocupar, aproveitar, espremer, sugar, potencializar, otimizar e, finalmente, capitalizar todo o tempo disponível para impor às nossas crianças uma preparação praticamente militar, visando seu “sucesso”. O ar nas casas onde essa preocupação é latente chega a ser denso, tamanha a pressão que as crianças sofrem por desenvolver uma boa competitividade. Porém, o excesso de estímulos sonoros, visuais, físicos e informativos impedem que a criança organize seus pensamentos e atitudes, de verdade: fica tudo muito confuso e nebuloso, e as próprias informações se misturam fazendo com que a criança mal saiba descrever o que acabou de ouvir, ver ou fazer. Além disso, aptidões que devem ser estimuladas estão sendo deixadas de lado como: crianças não sabem conversar, não olham nos olhos de seus interlocutores, não conseguem focar em uma brincadeira ou atividade de cada vez (na verdade a maioria sequer sabe brincar sem a orientação de um adulto!), não conseguem ler um livro, por menor que seja. Não aceitam regras, não sabem o que é autoridade. Pior e principalmente: não sabem esperar. Todas essas qualidades são fundamentais na construção de um ser humano íntegro, independente e pleno, e devem ser aprendidas em casa, em suas rotinas. Precisamos pausar. Parar e olhar em volta. Colocar a mão na consciência, tirá-la um pouco da carteira, do telefone e do volante: estamos enlouquecendo nossas crianças, e as estamos impedindo de entender e saber lidar com seus tempos, seus desejos, suas qualidades e talentos. Estamos roubando o tempo precioso que nossos filhos tanto precisam para processar a quantidade enorme de informações e estímulos que nós e o mundo estamos lhes dando. E já que resvalamos o assunto para a leitura: nossas crianças não leem mais. Cerquem suas crianças de livros e leiam com elas, por amor. Deixem que se esparramem em almofadas e façam sua imaginação voar. O clima da casa também agradece.

(Uma parte do texto “Estímulo demais, concentração de menos. Estamos enlouquecendo nossas crianças“, de Fabiana Vajman, via.)

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O lado bom

(…) Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão. Essa foi sempre a área de minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde os relógios revelaram o segredo do seu mecanismo, e as bonecas o jogo do seu olhar. Mais tarde foi nessa área que os livros se abriram, e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano.

Norah Jones

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Será?

O que se parece com uma relação do lado de fora, não é o mesmo que é do lado de dentro... você pode ser mais apaixonado por alguém em sua mente, do que com a pessoa que você vê todos os dias…

(Jean Kwok, em Girl in Translation)

Chaka Khan - Through the Fire

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