Janelas

[Tomando café e conversando com a minha esposa há uns tempos atrás eis que surgiu a questão das janelas lá de casa e que tipo de visão elas nos proporcionavam e que tipo de vista nós realmente gostaríamos de ter. Afinal ouvi dizer por aí que os olhos são as janelas da alma e nessa mesma levada nos ocorreu que as janelas são os olhos das casas e desde então a pergunta que nos persegue é: O que alimenta os olhos da sua casa?
– L. S. do blog Máquina de Letras, do post sobre janelas].

Achei legal poder compartilhar alguma “janela” participando da postagem do L. S., por isso, cá estou. Desde um outro blog movimentado que eu tive, em que eu era uma blogueira ativa, é que eu sigo o Máquina de Letras.
A vista de onde escolho morar é um quesito essencial. Sonho mesmo seria se eu pudesse morar em uma casa onde tivessem janelas para os lados leste e oeste.
O que alimenta os meus olhos da minha janela (que é do lado oeste) é o pôr do sol de todos os dias e que eu considero um “abastecedor de humores”, eu diria, porque é um mais lindo que o outro! Do 21° andar as montanhas lá no fundo parecem pequenas, as casas lá embaixo então, parecem miniaturas… impossível não me sentir como um átomo.  A paisagem é realmente um colírio para os os meus olhos!
Mas para ilustrar essa postagem a foto que eu apresento (tirei em 11/2015) não é da minha janela, é de uma casa perto de onde eu trabalho, num dia de outono, num bairro bonito perto de Viena. Apesar de ser uma casa bonita, com essa bela parede de plantas, a janela não deve ter a mesma vista que tenho da minha. Não se pode ter tudo, não é!

  • curti (2)

Criança

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Muitas coisas já sobrepuseram e esmagaram minha imaginação infantil, mas lembro que quando eu era criança ficava piiii da vida se os adultos pedissem para eu sair, porque era sinal que a conversa estava ficando séria…
Quem diria! Hoje, já adulta (se bem que às vezes não tenho tanto essa certeza) me ofereço para sair quando isso acontece.
Meus conselhos, minhas vivências não vão mudar o rumo da vida de ninguém. Ficamos chatos e sérios e meu senso de responsabilidade em dizer algo inútil está aumentando cada vez mais.
Quando somos crianças temos a impressão que sempre há um adulto para nos ajudar no final… quando adultos desacreditamos disso. Parece que adulto não tem crédito, e  nas crianças que acreditamos mais…
Eu sei, não há como inverter os papeis, não posso voltar a viver a vida de criança –  pois seria chamada de retardada pelos psicólogos   e precisaria de tratamento sério – mas que eu acharia ótimo poder ficar quietinha esperando um adulto me tirar de uma fria, ahhhh acharia!

  • curti (2)

Parabéns pra mim

Um presente de aniversário

“Dos 42 aos 49 anos se completa a transição para a meia-idade. Acentua-se a necessidade de usar mais talento para compensar a perda da vitalidade física. As emoções estavelmente negativas, que nunca foram recomendáveis, agora já não podem ser toleradas porque passam a ter efeitos diretos sobre a saúde. Há um sentido maior de urgência no viver. Ainda se tem saúde, ainda se pode recomeçar a vida, mas não há mais tempo a perder. O final dessa fase traz uma grande tranquilidade a algumas pessoas, quando percebem que já cumpriram certos deveres básicos na vida. Essa percepção afasta o medo e dá tranquilidade para viver o futuro. Em muitos casos os filhos foram criados e a situação econômica está consolidada. A alma se volta para aproveitar melhor a vida. Ama mais profundamente, dá menos atenção a formalidades e vai direto ao que interessa. Pela posição de Saturno em trânsito, a partir dos 47 anos e até os 54 há um período de novo ânimo e grande poder de iniciativa e realização. É quase uma segunda adolescência. Os temas da juventude que ainda não foram bem resolvidos podem ser retomados agora em um esforço profundo de compensação.”
(Todas as idades da vidade Carlos Aveline)

Exceto eu não ter filhos e minha situação econômica não ser consolidada, com certeza tenho dado menos atenção a formalidades, seguindo a regra do texto acima.
Hoje completo 49 anos.
O que uma mulher dessa idade tem a dizer é pouco, porque as “certezas” vão virando incertezas, sem falar das coisas zen-graça, vixi, essas têm muito hehe
Sigo o meu caminho de sombras e luzes, as vezes mais sombras do que luzes, mas consciente que devo aproveitar mais as luzes.
Vitalidade física ainda tenho aos montes (amém) então acho vou começar a planejar já a festa dos 50, essa sim, vai ser de arromba, até lá, deixa a vida me levar (essa música tem tudo a ver comigo, adoooro).

  • curti (3)

Caminhos

“Muitas vezes as coisas que nos tocam mais são aquelas que na altura em que estão a acontecer nem nos apercebemos.”
(Antonio Lobo Antunes)

Minhas fotos preferidas, ultimamente, têm sido as de estrada, de caminhos…
Parece que o meu inconsciente tem me levado sempre a seguir, para uma estrada longe, ao encontro do inesperado, do que me faça ter a sensação que “cheguei”.
Quantos planos já fiz para caminhos que cheguei e não eram os esperados… nossa.
Ao mesmo tempo, andar sem destino, dá uma sensação de vagar à toa.
O vagar dá a impressão de se estar perdido. Eu não estou perdida.
Espero estar no caminho. Vou esperar.

  • curti (3)

Pensando alto

Os romances são outros. O WhatsApp, o Skype e sei lá mais o quê não dão folga, a “presença” é online, são 24 horas para ser original e maravilhosa… Como ficam os lapsos de humor, em meio a tentar ser uma espécie tão rara? O que dizer para ficar off-line, ler, ou mesmo só dormir? Quando se tem muita disponibilidade, tem muito assunto desnecessário também…
Talvez aquela sensação de borboletas no estômago seja justamente ter a despreocupação de “deixar de lado” que as borboletas durmam lindas e tranquilas para acordarem felizes e flutuantes no dia seguinte, sem a promessa e o desconforto de terem que existir, e sem a obrigação de serem só elas a darem alegria e vontade de estar junto, não sei, pode ser; se bem que sem conquistar e cativar antes, não há conexão que resista 😉

  • curti (3)

Feliz ano novo!

Há três dias de chegar 2016 venho desejar paz e amor.
O ano termina como começou, mas posso dizer que em 1 ano mudei muito…
2015 levou um trabalho, um sobrinho (há 4 dias exatos), e questionamentos – essa parte trouxe as certezas – onde quem sabe germinem árvores inteiras, não apenas raízes.
Seja bom 2016! 🎉

  • curti (1)

Ausência

A luz da lua cheia não ilumina como a sua… a tua luz me põe cor nos lábios, saliva na boca, suor na saída de cada poro…
Como uma criança dou corda nesse fim de dia e o ponho em movimento. Mas se você está aqui, a tua presença já é o combustível, a força, o caminho.
Um dia, quem sabe, terei o (nosso) mundo enquadrado por mim, minha vontade, e ninguém mais fará esse filme.

  Flowery Wind - Yoko Kanno

  • curti (1)

Novembro

Novembro tem raios de sol iluminados.
Tem um vento charmoso e inquieto.
Um dia é gelado. Outro nem tanto.
Me lembra pessoa indecisa.
Por isso, já quis poetizá-lo mas não tenho gosto por outono.
Deixo a paisagem falar por ela mesma.
Deve ser assim a contemplação da beleza…

  Laura Pausini - música tema do filme "Sweet November"

  • curti (1)

Au revoir!

Há dias silenciosos… em que o mais sublime eco nos desafia, nos envolvendo por um barulho que precisa ser silenciado. São pouco mais de 6hs da manhã. Caí da cama, literalmente, mas bem descansada.
Tema do dia: au revoir! (tchau). Chique assim, em francês (quem vê pensa sei falar francês). Na verdade sou péssima para idiomas, assim como para dizer adeus.
Estou vendo pela janela (foto) as pessoas passarem ali embaixo, elas estão indo em alguma direção… trabalho, supermercado, talvez. Como é importante ter uma direção, e mesmo sem saber direito onde se está indo, ir sem medo. Bom dia!

  • curti (6)

Aniversário da minha mãe

Acordei cedo, fui almoçar fora.
Unhas roídas e sem esmalte, o dia passou lentamente.
Para mim 19/06 continua sendo um dia de homenagem.
Em pensar que lamentavelmente só passei a entendê-la melhor depois de mais velha.
Você dizia que só quando perdemos nossa mãe é que entendemos como ela faz falta;  ela perdeu a dela bem cedo…
Na sua infinita alma doce, com sua sabedoria popular, sabia de tudo. Antes de mim já sabia o que era essa saudade e tentava explicar assim. Às vezes não conseguimos  dimensionar a presença, sem antes conhecermos a ausência.
O melhor das pessoas sempre fica dentro de nós, enraizado, ainda mais quando somos continuação delas.
Ainda bem “caímos” na mesma família, não precisei percorrer banco de dados para achá-la, porque Deus me presenteou, e eu agradeço por isso.
Sei que vou morrer, mas vou sentir falta das minhas filhas… eu também sentirei a sua até sempre.
É com uma saudade imensa das nossas conversas que escrevo. E como disse seu genro, manda uma cartinha hoje pro céu…

  • curti (2)

“Chef”

Sinopse: “Depois de perder seu emprego como chef em um famoso restaurante de Los Angeles, Carl (Jon Favreau), para a surpresa de todos, compra um trailer e passa a fazer e vender comida pelas ruas. Cozinhando e conhecendo pessoas, ele redescobre o amor, o entusiasmo pela vida e como a gastronomia pode ser apaixonante.” (via filmow).

E no cinema foi difícil não sentir fome assistindo essa comédia, tipo de história que tudo dá certo: emprego perdido e logo um outro arriscado que vinga; relação de pai solteiro com o filho que é super boa; o filho é uma criança super inteligente e educada… e leve, para se sentir bem, é assim que o descrevo.
“Hoje é domingo, pé de cachimbo”*. Que venha a semana, que venha junho!
(*“Pé de cachimbo” é uma expressão usada errada para quem como eu teve a infância nos anos 70/80, e que significava um domingo legal, divertido. Na verdade a expressão correta é “Hoje é domingo, pede cachimbo”.)

  • curti (1)