Ciclos

“O que está vindo é melhor do que o que já foi.”

Final de tarde, a lua vista assim tão de perto pela câmara do meu celular, e eu ali apreciando o momento no ponto do ônibus… aos poucos o verão vai se despedindo, os dias vão ficando mais curtos, já preciso vestir um casaco por causa da brisa fresca. Como o verão, vou também me despedindo de mais uma etapa, superando estremecimentos, ansiando novos ares, conquistas… ahh essas não posso deixar de ir atrás, até por questão de brios! Cobrar dos outros é fácil, mas da gente é difícil… Coração tranquilo, mente em paz… para celebrar a fase com honra, só uma conquista tão desejada fecharia com chave de ouro.
Me aguarde, senhor tempo!! Eu sei o tempo parece vai se esgotando, mas minha vontade de conquistar nunquinha, não vou me deter. Como diz a música do Duran Duran “ei criança, continue mais selvagem que o vento.”

Duran Duran – Come Undone

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Férias

Nessa semana estou em ritmo de férias… tomando sol, escrevendo mais aqui no blog, visitando o Naschmarkt, resolvendo coisas pendentes, comendo fora, passeando na cidade (como nessa foto acima)… nada de trabalho.
Eu podia ter agendado uma viagem, pensei até em visitar minha cidade de nascimento (Curitiba), mas não gosto tanto dela ao ponto de gastar tanto dinheiro na empreitada.
Agora é inverno por lá (aqui já tem o bastante), além de que eu sou um ser um cadinho intolerante com algumas pessoas e até mesmo com quem gosto, então, quando fico chateada prefiro ficar distante e num futuro de “não sei quando” viajo para lá.
A passos trôpegos o baile segue, só faltam 4 meses para terminar o ano mas eu ainda tenho muito para fazer!! Oh céus, oh vida!

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Croácia

O meu trabalho me proporciona chances de conhecer lugares, e dessa vez conheci a Croácia. Levamos sete excepcionais curtirem suas férias por dez dias, o que para eles é muito divertido pois saem das suas rotinas, rotina essa em que eles trabalham todos os dias.
Estivemos na Croácia, onde é cercado de praias e ilhas maravilhosas! Apesar do país ter vivido uma guerra até 1995, até que está reorganizado, pelo menos aparentemente, mas se sabe que a dificuldade de vida existe. A moeda é a Kuna croata (1 Kuna = R$ 1,78) e não o Euro, o que é deveras engraçado porque eles fazem parte da união européia.
Muito calor faz por lá, mas daqueles que por aqui nunca vi, temperaturas acima de 35 graus todos os dias, pena não pude me esticar embaixo desse sol.
A comida é baseada em (muitos) salames, prosciuttos, azeites premiados, carnes servidas assadas com muita batata junto (diz que é cozida 4 horas numa panela fechada) um tanto pesado pra mim, mas claro provei de tudo. Na padaria tem uma variedade muito grande de pães, mais brancos que integrais. Tem também o Cevapcici, uma mistura de carne de vaca e de porco grelhadas com pimentão doce e cebola, além do (tadinhos) porco no rolete 😉
Quanto a bebida alcóolica não sei dizer o gosto das cervejas ou vinhos croatas, porque aboli da minha vida tudo que tenha álcool. Já a cerveja sem álcool com Holunder (sabugueiro) é uma delícia!!
Mas o que mais me encantou foi o mar (Adriático), água tão clara que parecia uma piscina. Infelizmente as praias na Europa têm muitas pedras, a gente precisa entrar de aquashoes  senão sai sem pé da água.
Visitamos Betina (praia de nudismo), uma ilha que mais parece um paraíso, só que eu não aderi a onda hehe
As pessoas são acolhedoras, e como no Brasil, só sabem o seu idioma, não curtem falar inglês mas se viram.
Eu vou voltar mas sem estar em Dienst (a serviço) porque vale a pena!! Recomendo para quem gosta de praia, sol, calor, ilhas paradisíacas e preços acessíveis.

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A favor do vento

Desisti de trazer para perto quem prefere ficar afastado.
Há muito que não espero que os outros ajam conforme eu gostaria.
Não aguardo favores, elogios ou adesões.
Não fico em estado de alerta para flagrar quando pisam na bola comigo – percebo quando pisam, mas procuro não estressar com isso. Nem sempre consigo, mas tento. E, por fim, perdoo, não por ter parentesco em primeiro grau com Nossa Senhora, mas porque dá menos trabalho.
Digo não com a mesma facilidade com que digo sim. Cumpro tudo aquilo que eu exigiria dos outros se ainda tivesse disposição para fazer exigências. Agora só exijo de mim, e ainda assim, pouco.
A minha porção rigorosa e mesquinha existe, a briga é interna e não muito violenta: não me aplico golpes baixos. Meus demônios são inimigos adestrados.
Talvez, para alguns, uma vida sem tormentas diárias produza um vazio impossível de suportar. Cada um, cada qual. Eu joguei a toalha: o que não suporto mais nessa vida é peso.

Via

Pino Donaggio – Lo che non vivo

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Ficar

Descobri que não preciso sair de casa para ser feliz. Viajar é o sonho de tantas pessoas, mas não o meu. Já me perdi no sonho de outros. Sempre a escolha alheia me parecia melhor e mais sábia. Tentei imitar atitudes porque dava valor demais ao que via ao que escutava e os meus sentimentos ficavam disfarçados e por causa da minha insegurança, transformava meus sonhos em quimeras. Observava os melhores caminhos e seguia. Durante muito tempo não sabia quem eu era somente o que construí com todo esse material que me fora dado como um manual de funcionamento padrão. O tempo passou, e me vi encurralada num beco.
Optar a ficar ali parada e receber toda sorte de acontecimentos, sem poder reivindicar meus direitos da maneira que achasse aceitável, ou pular o muro, enfrentar o desconhecido, começar de novo, procurar a nova passagem, me sentir acima do chão e quem sabe voar? Tirei minha bússola do baú e tracei meu rumo.
Aprendi a conhecer o real. Aposentei o azul. Não existe redoma de vidro muito menos de aço, todas são transpassadas com a infalibilidade dos problemas da vida. Não fui poupada, fui arrebatada por turbilhões de acontecimentos que insistiam em se aproximar e ficar. O medo de errar foi dissipando, até se tornar uma tênue voz que dialogava, e não determinava mais. Ponderação e bom senso foram adicionados ao meu cardápio espiritual e social, e mantive a minha rota,  aquela que sigo até hoje. Acho-a florida, mas não alegórica, possui curvas e retas que não a deixa monótona. Às vezes chove, venta, tem até tempestade, mas o sol insiste em tomar seu lugar no topo do céu e mostrar que depois de cada uma das temperanças da natureza comum a todos os homens, como rei astro, não abdicará do seu trono e formoso acopla-se de forma harmônica ao seu espaço.
Não precisei ser a mais bela nem a mais inteligente, nem a mais esperta nem a mais rica para me sentir amada pelo meu criador, mas precisei me encontrar para perceber que esse amor é incondicional. Não quero construir outra rua que não seja a minha, que não siga para onde quero ir. Meu caminho esteve obstruído, impedido de trafegar. Construí um atalho e agora me sinto livre para ir, ou ficar que é o que realmente quero… Ficar onde estou como estou e fazendo o que estou… ser o que sou.

(Eva Mooer)

Celine Dion – I`m Alive

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“Não estás deprimido, estás desocupado”

Não estás deprimido, estás desocupado.
Ajuda os velhos e os jovens te ajudarão quando for tua vez. Aliás, o serviço prestado é uma forma segura de ser feliz, como é gostar da natureza e cuidar dela para aqueles que virão. Dá sem medida, e receberás sem medida. O bem é maioria, mas não se percebe porque é silencioso. Uma bomba faz mais barulho que uma carícia, porém, para cada bomba que destrói há milhões de carícias que alimentam a vida.

Trecho do texto “Não estás deprimido, estás desocupado” de Fecundo Cabral, poeta e escritor argentino.

Wake me up – Avicii

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Let it go

Primeira neve do outono, Mödling, Gaaden, Áustria, 30/11/17

“Eu sofri por muitas catástrofes na minha vida, a maioria nunca aconteceu” – a frase é do escritor americano MarkTwain. Mas podia ser minha. Ou sua. Quanta ansiedade e sofrimento evitaríamos simplesmente nos livrando dos pensamentos que antecipam problemas e conflitos. Aprender a deixar ir é um poderoso antídoto antiestresse… a prática diária consiste em parar, sentar, respirar e permanecer, por certo tempo, como observador de si mesmo. Quanto mais nos dedicarmos a essa “malhação cerebral”, mas aprenderemos a identificar certos padrões. Em um processo chamado de poda sináptica*, que acontece enquanto dormimos, a “jardinagem cerebral“ se encarrega de estimular as áreas que estamos usando e reduzir as que entendi como “sem uso“. A poda não tem juízo de valor, mas nossa consciência, sim. Ela nos leva a oportunidade de escolher como vamos nos comportar. Não é automático nem receita de bolo; podemos optar para sofrer menos e trabalhar com mais leveza. E deixar ir o resto.

(Trecho do texto de Cynthia Almeida, jornalista)

*Poda sináptica: Nosso cérebro é uma obra de arte em constante construção, a cada nova aprendizagem, novos circuitos neuronais são ativados, novas sinapses são formadas, eis aí a plasticidade.

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É punk!

Foto: Mödling, Niederösterreich

“O fato de ignorarmos o que sentimos não faz com que
desapareçam de dentro de nós, pelo contrário,
tudo o que é negado se torna mais forte.”
(T. F.)

Tenho reaprendido muita coisa que, com o tempo, por comodidade, ou preguiça de tocar no assunto, deixei de lado. Conversar problemas é esse tal aprendizado mais atual. Só que agora dancei, porque no meu trabalho exigem uma conversa assim uma vez na semana, e nem aquele mané que pega no meu pé posso ignorar com um bom dia ou boa tarde mais ou menos. Já dispensei até a terapia porque percebi que nem essas conversas me desestressam, ou seja, será que tenho solução ainda?
E assim vou levando… junto com a imunidade baixa, a falta de vitamina D e o outono que chegou com tudo!

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Mauterndorf

Mauterndorf fica nos alpes autríacos e estive lá a trabalho nas duas últimas semanas. É um lugar típico para esqui, caminhadas (muiiiitas) e apreciar a cozinha austríaca.
Na cozinha austríaca tem muita carne de porco, carne empanada, presunto, schlagobers (creme chantilly), almôndegas, sopa de carne, cebola frita com batata, bolo de queijo, panqueca doce com sorvete de baunilha, sonho de goiabada, bolo de maçã, entre outros que não lembro agora…
O verão do hemisfério norte passa tão rápido que a gente nem vê, por isso é muito valorizado tudo que for feito ao ar livre… as pessoas adoram se expor ao sol. Ao contrário de quando eu tinha 20 anos, em que gostava de me bronzear para ter uma cor bonita, hoje em dia fico o mínimo embaixo do sol e apenas para carregar a vitamina D em falta no meu corpitio.
Interessante e diria diferente, é ir na piscina em pleno alpes, ao redor muitas montanhas e cipresses, e uma água gelada de congelar a alma.
Foram dias que passaram devagar porque afinal eu estava trabalhando, fora o dessaranjo intestinal de 5 dias, acho os 1600m acima do mar não combinaram comigo, mas (sobrevivi)  registrei por onde passei e recomendo o lugar para quem gosta de sossego e natureza.

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Leopoldsberg*

“Sigo o curso dos meus sonhos, fazendo das imagens degraus para outras imagens; desdobrando, como um leque, as metáforas casuais em grandes quadros de visão interna; desato de mim a vida, e ponho-a de banda como a um traje que aperta. Oculto-me entre árvores longe das estradas. Perco-me.”

de Fernando Pessoa, via

*Foto em Leopoldsberg

Someone like you – Adele

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Aniversário


“Não me deseje felicidade – eu não espero ser feliz o tempo todo; eu tenho isso de alguma forma. Deseje-me coragem, força e senso de humor – eu vou precisar disso.”
(Anne Morrow Lindbergh)

Você dorme criança e acorda passado cinco décadas. E com cinco décadas, você descobre que sua mãe estava errada… “ser mulher”  nada tem a ver com  um dia de cada mês sentir cólicas e usar absorventes. Ser mulher é mais que isso, e tem dias acabamos com cólica de nós mesmas! Tem que decidir entre quem sai e quem fica em sua vida.  Tem que escolher o melhor tom para a cor do cabelo. Tem que calar mágoas para sempre. Tem que aceitar aquele filho que não pode ter, e  que tudo é um jogo de escolhas, desde as banais às mais complicadas. Descobre também que se acorda mais serena, mais no presente, porque o futuro é inalcançável.  Aprende a arrumar as gavetas, jogar fotos velhas na lixeira.  Perdoa-se pela pessoa que ainda não conseguiu ser, mas já sabe que não é possível viver de fugas a vida inteira. Já se deu conta das limitações,  das escolhas erradas e repetidas, e também do cansaço causado por tudo. No fundo nem sabe se registrou tudo isso e chega a conclusão que não sabe de nada.
Nessa data, a vela não devia ser apagada, só se fosse pra queimar sensações ruins, e essas fossem embora com a fumaça para sempre… ♪♫ la la la life is wonderful

Jason Mraz – Life is Wonderful

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Eba!

Ela ainda esperava o Natal chegar e achava a época mais bonita do ano.
Não querem Deus nas nossas vidas, cada dia nos fazem acreditar menos nEle – mas ela acreditava!
Pela primeira vez ia celebrar o Advent (do latim adventus que significa “chegada”, pelo menos foi o que leu no google). Ganhou as 4 velas para acender cada uma nos 4 domingos que antecedem o dia 25/12 e adorou. Ia exagerar nas luzes dos enfeites, e sentia-se iluminada, de fato.
Apesar das lembranças do passado se misturarem ao presente, e principalmente do último ano em que na véspera do natal uma luzinha da família se apagou tão tragicamente num acidente de carro fatal, ia lembrar das coisas boas…
Dias de folga a aguardavam, ia começar a arrumar a casa e entrar no clima.

Wham – Last Christmas

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Olé!

A tradução livre do nome Schwarzkopfweg – rua na qual trabalho – é “cabeça preta longe”. Longe mesmo, o transporte público tem fácil acesso, mas por ser uma área retirada, tem menos pessoas e por isso só tem ônibus de 2 em 2 horas. Quando estou na estação à espera por ele,  impossível não deixar de pensar que, se fosse no Brasil eu estaria mais incomodada, por causa do perigo que a rua mal iluminada representa.
“O saber não ocupa lugar”, e chegou a hora em que eu sabia não ter a “Führerschein” ia me fazer falta, argh!
Quando eu tiver conseguido, registro aqui mais um pequeno (e grande) feito nessa minha vida de ervilha, e em breve, motorizada.

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Janelas

[Tomando café e conversando com a minha esposa há uns tempos atrás eis que surgiu a questão das janelas lá de casa e que tipo de visão elas nos proporcionavam e que tipo de vista nós realmente gostaríamos de ter. Afinal ouvi dizer por aí que os olhos são as janelas da alma e nessa mesma levada nos ocorreu que as janelas são os olhos das casas e desde então a pergunta que nos persegue é: O que alimenta os olhos da sua casa?
– L. S. do blog Máquina de Letras, do post sobre janelas].

Achei legal poder compartilhar alguma “janela” participando da postagem do L. S., por isso, cá estou. Desde um outro blog movimentado que eu tive, em que eu era uma blogueira ativa, é que eu sigo o Máquina de Letras.
A vista de onde escolho morar é um quesito essencial. Sonho mesmo seria se eu pudesse morar em uma casa onde tivessem janelas para os lados leste e oeste.
O que alimenta os meus olhos da minha janela (que é do lado oeste) é o pôr do sol de todos os dias e que eu considero um “abastecedor de humores”, eu diria, porque é um mais lindo que o outro! Do 21° andar as montanhas lá no fundo parecem pequenas, as casas lá embaixo então, parecem miniaturas… impossível não me sentir como um átomo.  A paisagem é realmente um colírio para os os meus olhos!
Mas para ilustrar essa postagem a foto que eu apresento (tirei em 11/2015) não é da minha janela, é de uma casa perto de onde eu trabalhava, num dia de outono, num bairro bonito perto de Viena. Apesar de ser uma casa bonita, com essa bela parede de plantas, a janela não deve ter a mesma vista que tenho da minha. Não se pode ter tudo, não é!

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Caminhos

“Muitas vezes as coisas que nos tocam mais são aquelas que na altura em que estão a acontecer nem nos apercebemos.”
(Antonio Lobo Antunes)

Minhas fotos preferidas, ultimamente, têm sido as de estrada, de caminhos…
Parece que o meu inconsciente tem me levado sempre a seguir, para uma estrada longe, ao encontro do inesperado, do que me faça ter a sensação que “cheguei”.
Quantos planos já fiz para caminhos que cheguei e não eram os esperados… nossa.
Ao mesmo tempo, andar sem destino, dá uma sensação de vagar à toa.
O vagar dá a impressão de se estar perdido. Eu não estou perdida.
Espero estar no caminho. Vou esperar.

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