Mauterndorf

Mauterndorf fica nos alpes autríacos e estive lá a trabalho nas duas últimas semanas. É um lugar típico para esqui, caminhadas (muiiiitas) e apreciar a cozinha austríaca.
Na cozinha austríaca tem muita carne de porco, carne empanada, presunto, schlagobers (creme chantilly), almôndegas, sopa de carne, cebola frita com batata, bolo de queijo, panqueca doce com sorvete de baunilha, sonho de goiabada, bolo de maçã, entre outros que não lembro agora…
O verão do hemisfério norte passa tão rápido que a gente nem vê, por isso é muito valorizado tudo que for feito ao ar livre… as pessoas adoram se expor ao sol. Ao contrário de quando eu tinha 20 anos, em que gostava de me bronzear para ter uma cor bonita, hoje em dia fico o mínimo embaixo do sol e apenas para carregar a vitamina D em falta no meu corpitio.
Interessante e diria diferente, é ir na piscina em pleno alpes, ao redor muitas montanhas e cipresses, e uma água gelada de congelar a alma.
Foram dias que passaram devagar porque afinal eu estava trabalhando, fora o dessaranjo intestinal de 5 dias, acho os 1600m acima do mar não combinaram comigo, mas (sobrevivi)  registrei por onde passei e recomendo o lugar para quem gosta de sossego e natureza.

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Leopoldsberg*

“Sigo o curso dos meus sonhos, fazendo das imagens degraus para outras imagens; desdobrando, como um leque, as metáforas casuais em grandes quadros de visão interna; desato de mim a vida, e ponho-a de banda como a um traje que aperta. Oculto-me entre árvores longe das estradas. Perco-me.”

de Fernando Pessoa, via

*Foto em Leopoldsberg

Someone like you – Adele

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Aniversário


“Não me deseje felicidade – eu não espero ser feliz o tempo todo; eu tenho isso de alguma forma. Deseje-me coragem, força e senso de humor – eu vou precisar disso.”
(Anne Morrow Lindbergh)

Você dorme criança e acorda passado cinco décadas. E com cinco décadas, você descobre que sua mãe estava errada… “ser mulher”  nada tem a ver com  um dia de cada mês sentir cólicas e usar absorventes. Ser mulher é mais que isso, e tem dias acabamos com cólica de nós mesmas! Tem que decidir entre quem sai e quem fica em sua vida.  Tem que escolher o melhor tom para a cor do cabelo. Tem que calar mágoas para sempre. Tem que aceitar aquele filho que não pode ter, e  que tudo é um jogo de escolhas, desde as banais às mais complicadas. Descobre também que se acorda mais serena, mais no presente, porque o futuro é inalcançável.  Aprende a arrumar as gavetas, jogar fotos velhas na lixeira.  Perdoa-se pela pessoa que ainda não conseguiu ser, mas já sabe que não é possível viver de fugas a vida inteira. Já se deu conta das limitações,  das escolhas erradas e repetidas, e também do cansaço causado por tudo. No fundo nem sabe se registrou tudo isso e chega a conclusão que não sabe de nada.
Nessa data, a vela não devia ser apagada, só se fosse pra queimar sensações ruins, e essas fossem embora com a fumaça para sempre… ♪♫ la la la life is wonderful

Jason Mraz – Life is Wonderful

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Eba!

Ela ainda esperava o Natal chegar e achava a época mais bonita do ano.
Não querem Deus nas nossas vidas, cada dia nos fazem acreditar menos nEle – mas ela acreditava!
Pela primeira vez ia celebrar o Advent (do latim adventus que significa “chegada”, pelo menos foi o que leu no google). Ganhou as 4 velas para acender cada uma nos 4 domingos que antecedem o dia 25/12 e adorou. Ia exagerar nas luzes dos enfeites, e sentia-se iluminada, de fato.
Apesar das lembranças do passado se misturarem ao presente, e principalmente do último ano em que na véspera do natal uma luzinha da família se apagou tão tragicamente num acidente de carro fatal, ia lembrar das coisas boas…
Dias de folga a aguardavam, ia começar a arrumar a casa e entrar no clima.

Wham – Last Christmas

  • curti (4)

Olé!

A tradução livre do nome Schwarzkopfweg – rua na qual trabalho – é “cabeça preta longe”. Longe mesmo, o transporte público tem fácil acesso, mas por ser uma área retirada, tem menos pessoas e por isso só tem ônibus de 2 em 2 horas. Quando estou na estação à espera por ele,  impossível não deixar de pensar que, se fosse no Brasil eu estaria mais incomodada, por causa do perigo que a rua mal iluminada representa.
“O saber não ocupa lugar”, e chegou a hora em que eu sabia não ter a “Führerschein” ia me fazer falta, argh!
Quando eu tiver conseguido, registro aqui mais um pequeno (e grande) feito nessa minha vida de ervilha, e em breve, motorizada.

  • curti (4)

Janelas

[Tomando café e conversando com a minha esposa há uns tempos atrás eis que surgiu a questão das janelas lá de casa e que tipo de visão elas nos proporcionavam e que tipo de vista nós realmente gostaríamos de ter. Afinal ouvi dizer por aí que os olhos são as janelas da alma e nessa mesma levada nos ocorreu que as janelas são os olhos das casas e desde então a pergunta que nos persegue é: O que alimenta os olhos da sua casa?
– L. S. do blog Máquina de Letras, do post sobre janelas].

Achei legal poder compartilhar alguma “janela” participando da postagem do L. S., por isso, cá estou. Desde um outro blog movimentado que eu tive, em que eu era uma blogueira ativa, é que eu sigo o Máquina de Letras.
A vista de onde escolho morar é um quesito essencial. Sonho mesmo seria se eu pudesse morar em uma casa onde tivessem janelas para os lados leste e oeste.
O que alimenta os meus olhos da minha janela (que é do lado oeste) é o pôr do sol de todos os dias e que eu considero um “abastecedor de humores”, eu diria, porque é um mais lindo que o outro! Do 21° andar as montanhas lá no fundo parecem pequenas, as casas lá embaixo então, parecem miniaturas… impossível não me sentir como um átomo.  A paisagem é realmente um colírio para os os meus olhos!
Mas para ilustrar essa postagem a foto que eu apresento (tirei em 11/2015) não é da minha janela, é de uma casa perto de onde eu trabalhava, num dia de outono, num bairro bonito perto de Viena. Apesar de ser uma casa bonita, com essa bela parede de plantas, a janela não deve ter a mesma vista que tenho da minha. Não se pode ter tudo, não é!

  • curti (2)

Caminhos

“Muitas vezes as coisas que nos tocam mais são aquelas que na altura em que estão a acontecer nem nos apercebemos.”
(Antonio Lobo Antunes)

Minhas fotos preferidas, ultimamente, têm sido as de estrada, de caminhos…
Parece que o meu inconsciente tem me levado sempre a seguir, para uma estrada longe, ao encontro do inesperado, do que me faça ter a sensação que “cheguei”.
Quantos planos já fiz para caminhos que cheguei e não eram os esperados… nossa.
Ao mesmo tempo, andar sem destino, dá uma sensação de vagar à toa.
O vagar dá a impressão de se estar perdido. Eu não estou perdida.
Espero estar no caminho. Vou esperar.

  • curti (3)

Ausência

A luz da lua cheia não ilumina como a sua… a tua luz me põe cor nos lábios, saliva na boca, suor na saída de cada poro…
Como uma criança dou corda nesse fim de dia e o ponho em movimento. Mas se você está aqui, a tua presença já é o combustível, a força, o caminho.
Um dia, quem sabe, terei o (nosso) mundo enquadrado por mim, minha vontade, e ninguém mais fará esse filme.

  Flowery Wind - Yoko Kanno

  • curti (1)

Novembro

Novembro tem raios de sol iluminados.
Tem um vento charmoso e inquieto.
Um dia é gelado. Outro nem tanto.
Me lembra pessoa indecisa.
Por isso, já quis poetizá-lo mas não tenho gosto por outono.
Deixo a paisagem falar por ela mesma.
Deve ser assim a contemplação da beleza…

  Laura Pausini - música tema do filme "Sweet November"

  • curti (1)

Au revoir!

Há dias silenciosos… em que o mais sublime eco nos desafia, nos envolvendo por um barulho que precisa ser silenciado. São pouco mais de 6hs da manhã. Caí da cama, literalmente, mas bem descansada.
Tema do dia: au revoir! (tchau). Chique assim, em francês (quem vê pensa sei falar francês). Na verdade sou péssima para idiomas, assim como para dizer adeus.
Estou vendo pela janela (foto) as pessoas passarem ali embaixo, elas estão indo em alguma direção… trabalho, supermercado, talvez. Como é importante ter uma direção, e mesmo sem saber direito onde se está indo, ir sem medo. Bom dia!

  • curti (6)

Mudar

Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade. Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa. Quando  sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outro ônibus. Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os teus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos. Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama… depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais… leia outros livros. Durma mais tarde. Durma mais cedo. Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua. Corrija a postura. Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.  Tente o novo todo dia, o novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, a nova vida. Tente.
Busque novos amigos. Faça novas relações. Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria, almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa. Escolha outro mercado… outra marca de sabonete, outro creme dental… tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares. Ame muito, cada vez mais. Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos. Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo. E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez. Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa. O importante é o movimento, o dinamismo, a energia – só o que está morto não muda! Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!!!!

  • curti (1)

Beijos, não

Conversando dia desses sobre o assunto com a minha colega que mora aqui perto e que vai ter uma neta em breve, ela já me preveniu que beijos deixam a pele do neném avermelhadasei, entendido!! rs
Há uns 30 anos atrás beijar neném era moleza. Digo isso porque tenho sobrinhos com essa idade e beijava muito eles. Mas parece que agora é diferente… tirei essa foto ontem no supermercado com esse anúncio “Por favor não beije“.

  • curti (0)

Gordices

“Bolo de Coco” (bolo gelado)

Ingredientes:
Massa:
4 ovos
2 xícaras de açúcar
3 xícaras de farinha de trigo
1 copo de suco de laranja ( 250ml)
1 colher de sopa de fermento em pó

Cobertura:
1 garrafa pequena de leite de coco
1 garrafa de leite (utilize a mesma garrafa do leite de coco como medida)
1 lata de leite condensado
1 pacote de coco ralado sem açúcar
Modo de Preparo:

Massa:
Na batedeira bata as claras em neve
Acrescente o açúcar e bata por mais 3 minutos
Coloque as gemas, o trigo, o suco e continue batendo até formar uma massa homogênea
Por último coloque o fermento, bata por mais 40 segundos na menor velocidade da batedeira
Despeje a massa numa forma média e untada
Asse em forno preaquecido em temperatura média por aproximadamente 40 minutos ou até dourar

Cobertura:
Misture bem numa tigela o leite de coco, o leite e o leite condensado
Reserve
Assim que o bolo tiver assado, retire do forno e fure toda a sua superfície com garfo ou faca, assim a cobertura penetrará bem
Com o bolo ainda quente e já furado despeje a cobertura sobre ele
Salpique o coco ralado por cima
Leve à geladeira por aproximadamente 3 horas
Corte o bolo em quadradinhos do tamanho que preferir e embrulhe com papel alumínio
Conserve na geladeira.

Via

Essa receita é para um bolo grande, eu sugiro diminuí-la, caso tenha apenas poucas pessoas para comer (como aqui em casa).

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