About author casulo-online

As palavras suaves são favos de mel, doces para a alma, e saúde para os ossos. (Prov. 16:24)

É punk!

Foto: Mödling, Niederösterreich

“O fato de ignorarmos o que sentimos não faz com que
desapareçam de dentro de nós, pelo contrário,
tudo o que é negado se torna mais forte.”
(T. F.)

Tenho reaprendido muita coisa que, com o tempo, por comodidade, ou preguiça de tocar no assunto, deixei de lado. Conversar problemas é esse tal aprendizado mais atual. Só que agora dancei, porque no meu trabalho exigem uma conversa assim uma vez na semana, e nem aquele mané que pega no meu pé posso ignorar com um bom dia ou boa tarde mais ou menos. Já dispensei até a terapia porque percebi que nem essas conversas me desestressam, ou seja, será que tenho solução ainda?
E assim vou levando… junto com a imunidade baixa, a falta de vitamina D e o outono que chegou com tudo!

Mauterndorf

Mauterndorf fica nos alpes autríacos e estive lá a trabalho nas duas últimas semanas. É um lugar típico para esqui, caminhadas (muiiiitas) e apreciar a cozinha austríaca.
Na cozinha austríaca tem muita carne de porco, carne empanada, presunto, schlagobers (creme chantilly), almôndegas, sopa de carne, cebola frita com batata, bolo de queijo, panqueca doce com sorvete de baunilha, sonho de goiabada, bolo de maçã, entre outros que não lembro agora…
O verão do hemisfério norte passa tão rápido que a gente nem vê, por isso é muito valorizado tudo que for feito ao ar livre… as pessoas adoram se expor ao sol. Ao contrário de quando eu tinha 20 anos, em que gostava de me bronzear para ter uma cor bonita, hoje em dia fico o mínimo embaixo do sol e apenas para carregar a vitamina D em falta no meu corpitio.
Interessante e diria diferente, é ir na piscina em pleno alpes, ao redor muitas montanhas e cipresses, e uma água gelada de congelar a alma.
Foram dias que passaram devagar porque afinal eu estava trabalhando, fora o dessaranjo intestinal de 5 dias, acho os 1600m acima do mar não combinaram comigo, mas (sobrevivi)  registrei por onde passei e recomendo o lugar para quem gosta de sossego e natureza.

Lion: Uma jornada para casa

Assisti ontem esse filme. Seria lindo se fosse só ficção…  A interpretação do ator mirim Sunny Pawar, o Saroo, me encantou! O olharzinho dele desperta compaixão, impossível  não se emocionar.  A indiferença das pessoas para querer ajudá-lo não me causou estranheza, em compensação a adoção também não, porque ele tinha um destino, foi adotado por uma boa família e de bom caráter como é, conseguiu superar as dificuldades!
A paisagem desoladora da Índia é compensada pela paisagem linda da Austrália.
Espero ver Sunny em outras produções, e que seja em breve!

Führerschein

Lembra que eu tinha deixado registrado aqui em outubro/2016 que faria minha carteira de motorista?
Então, em junho começam minhas aulas práticas e antes de ter começado já aprendi como voltar motorizada do trabalho para casa.
Já estou curiosa para saber quem será o corajoso que se arriscará na minha primeira volta de carro!!!! 😉

Leopoldsberg*

“Sigo o curso dos meus sonhos, fazendo das imagens degraus para outras imagens; desdobrando, como um leque, as metáforas casuais em grandes quadros de visão interna; desato de mim a vida, e ponho-a de banda como a um traje que aperta. Oculto-me entre árvores longe das estradas. Perco-me.”

de Fernando Pessoa, via

*Foto em Leopoldsberg

Someone like you – Adele

Aniversário


“Não me deseje felicidade – eu não espero ser feliz o tempo todo; eu tenho isso de alguma forma. Deseje-me coragem, força e senso de humor – eu vou precisar disso.”
(Anne Morrow Lindbergh)

Você dorme criança e acorda passado cinco décadas. E com cinco décadas, você descobre que sua mãe estava errada… “ser mulher”  nada tem a ver com  um dia de cada mês sentir cólicas e usar absorventes. Ser mulher é mais que isso, e tem dias acabamos com cólica de nós mesmas! Tem que decidir entre quem sai e quem fica em sua vida.  Tem que escolher o melhor tom para a cor do cabelo. Tem que calar mágoas para sempre. Tem que aceitar aquele filho que não pode ter, e  que tudo é um jogo de escolhas, desde as banais às mais complicadas. Descobre também que se acorda mais serena, mais no presente, porque o futuro é inalcançável.  Aprende a arrumar as gavetas, jogar fotos velhas na lixeira.  Perdoa-se pela pessoa que ainda não conseguiu ser, mas já sabe que não é possível viver de fugas a vida inteira. Já se deu conta das limitações,  das escolhas erradas e repetidas, e também do cansaço causado por tudo. No fundo nem sabe se registrou tudo isso e chega a conclusão que não sabe de nada.
Nessa data, a vela não devia ser apagada, só se fosse pra queimar sensações ruins, e essas fossem embora com a fumaça para sempre… ♪♫ la la la life is wonderful

Jason Mraz – Life is Wonderful

Deve ser isso

imagem arquivo pessoal

Ficar bem nem sempre deixa outras opções. É estranho quando as coisas simplesmente têm de terminar. É o estágio onde todos os sentimentos já evoluíram para um nada. É o nada que você optou para parar de sentir dor. No início você briga, chora, faz drama mexicano. Então percebe que é cansativo demais manter esse jeito de levar as coisas. Acostuma-se… Não que pare de doer, mas que cai no seu entendimento que às vezes perdemos algo e não há solução. No fim você coloca um sorriso no rosto e finge que é sincero, até que a vida o faça realmente ser. Talvez os amores eternos sejam amenos e os intensos, passageiros. É isso.

Stephanie Mills – Never knew love like this before

Eba!

Ela ainda esperava o Natal chegar e achava a época mais bonita do ano.
Não querem Deus nas nossas vidas, cada dia nos fazem acreditar menos nEle – mas ela acreditava!
Pela primeira vez ia celebrar o Advent (do latim adventus que significa “chegada”, pelo menos foi o que leu no google). Ganhou as 4 velas para acender cada uma nos 4 domingos que antecedem o dia 25/12 e adorou. Ia exagerar nas luzes dos enfeites, e sentia-se iluminada, de fato.
Apesar das lembranças do passado se misturarem ao presente, e principalmente do último ano em que na véspera do natal uma luzinha da família se apagou tão tragicamente num acidente de carro fatal, ia lembrar das coisas boas…
Dias de folga a aguardavam, ia começar a arrumar a casa e entrar no clima.

Wham – Last Christmas

A pedra

pedra-no-caminhoimagem via

Havia uma pedra no caminho…
e ela representava ainda muitos dias de paciência, gentilezas, atenção, deixa pra lá, profi acima de tudo, e o velho e bom humor para quebrar a barreira da grosseria e da arrogância… se esforçaria, ainda tinha um quilo desses, às vezes, inimagináveis conteúdos de defesa. Já tinha gasto alguns ao longo do tempo, mas nada que na sua bagagem não tivesse um pouquinho a mais…
Um belo dia de sol e um horizonte novo se abriria, com certeza.

The Corrs – Dreams

Tô pensando…

opinionimagem via

 “A opinião é realmente a mais baixa forma de conhecimento humano, não exige responsabilidade, nem compreensão. A forma mais elevada de conhecimento é a empatia, pois exige que suspendamos nossos egos e vivamos no mundo de outra pessoa, requerendo um entendimento profundo, e de propósito maior do que o ego.”
(Bill Bullard)

Tem muita opinião para pouca empatia, assim como ego à solta.
Difícil opinar… meu ego sempre fala mais alto, e rio ou choro (de tanto rir – e eu respeito muito minhas risadas rss.)
O que fazer, então?

Olé!

A tradução livre do nome Schwarzkopfweg – rua na qual trabalho – é “cabeça preta longe”. Longe mesmo, o transporte público tem fácil acesso, mas por ser uma área retirada, tem menos pessoas e por isso só tem ônibus de 2 em 2 horas. Quando estou na estação à espera por ele,  impossível não deixar de pensar que, se fosse no Brasil eu estaria mais incomodada, por causa do perigo que a rua mal iluminada representa.
“O saber não ocupa lugar”, e chegou a hora em que eu sabia não ter a “Führerschein” ia me fazer falta, argh!
Quando eu tiver conseguido, registro aqui mais um pequeno (e grande) feito nessa minha vida de ervilha, e em breve, motorizada.

Jeito de ser

view“As melhores pessoas possuem um sentimento de beleza, a coragem de assumir riscos, a disciplina da verdade, a capacidade de sacrifício. Ironicamente, suas virtudes torna-os vulneráveis… eles são frequentemente feridos, às vezes, destruídos.

True – Spandau Ballet

Visagismo

sobrancelhasfoto via

Às vezes me acho antiquada e perfeccionista, porque não consigo admirar muitas tendências e moda atuais, como por exemplo, as sobrancelhas tiradas e estranhamente delineadas, tanto em mulheres como em homens. É tão bizarro, é uma tendência tão disseminada, que confunde nosso senso comum…
Acho que se eu encontrasse uma pessoa com uma sobrancelha assim no calar da noite eu sairia correndo, com medo que fosse um fantasma, isso que nem acredito em fantasma!! 😛
Não falta beleza natural, falta autoestima  e menos pinça na hora de dar uma aparada na sobrancelha.  Na intenção de melhorar, se estraga. A perfeição não é bonita, é assimétrica mesmo, na minha reles opinião. E  nesse caso se aplica tão bem, que uma sobrancelha muito delineada desarmoniza o conjunto;  nos homens tira um pouco da virilidade e nas mulheres banaliza. Mas… o que é de gosto, regala a vida – assim diz o provérbio!

Visagismo: é a arte de criar uma imagem pessoal que revela as qualidades 
interiores de uma pessoa, de acordo com suas características físicas e os 
princípios da linguagem visual (harmonia e estética), utilizando a 
maquilagem, o corte, a coloração e o penteado do cabelo, entre outros 
recursos estéticos (definição via).

Saudade

Como deixar de ter saudade ou ser indiferente?
Posso dizer que ela foi humanamente uma mãe, cheia de erros e poucos acertos, e que como poucas, conheci a amiga, sem ser a mãe.
Me irritava quando ela me chamava de “meu neném” (sou a caçula) quando me apresentava para alguém… As histórias se repetem, e o lugar que ocupamos também. Talvez eu faria a mesma coisa se tivesse filhos rs.
Sinto a maior alegria em ter sido gerada por ela, mulher de fé, força e opinião… esse modelo p*** louca é único!
Mãe, tem wlan aí? 😉

19/06/29 – 27/07/07

Tia sendo tia

KindPara mim é difícil improvisar a fantasia quando se trata de falar da realidade.
Ontem vi uma foto dos meus sobrinhos caçulas e me veio aquela sensação de falta. Só os  conheço por foto porque eles nasceram depois que vim para cá.
Tive a sorte de conviver com os meus sobrinhos mais velhos quando eles eram crianças e foi uma delícia! Tão bom ter sobrinho…  a gente mima sem se preocupar, porque a educação deixamos para os pais hehe
Sinto de coração não poder acompanhar o crescimento e deles não saberem disso, por isso escrevo esse texto. Um dia tenho a esperança que leiam.
Enquanto isso, R & F (as iniciais dos seus nomes), vou orar para que Deus reserve o melhor a vocês, acreditem em Deus mais do que em tudo, e que, “boas coisas acontecem quando esperamos, mas as ótimas quando vamos à luta.”

O caderno

Hugo Chavez

hugofoto arquivo pessoal

Este Hugo Chavez a que me refiro é um coquetel mexicano, refrescante e  típico do verão. Eu nunca tinha experimentado, e dia desses me foi apresentado. Adorei!

Ingredientes:
6 folhas de hortelã
1 colher (chá) de açúcar
200 ml de champagne (ou vinho branco)
20 ml de suco de limão
Gelo a gosto
Água com gás para completar
Modo de preparo:
Em um copo coloque a hortelã e o açúcar e pressione levemente com um pilão. Adicione o suco de limão, o champagne (ou o vinho branco), gelo e complete com água com gás. Misture bem e decore com um ramo da folha. Um brinde, cheers!!

Viva la Cuba

A menina quebrada

foto via

O que eu poderia dizer a você, Catarina? As pessoas quebram. Até as meninas quebram. E, se as meninas quebram, você também pode quebrar. E vai, Catarina. Vai quebrar. Talvez não a perna, mas outras partes de você. Membros invisíveis podem fraturar em tantos pedaços quanto uma perna ou um braço. E doer muito mais. E doem mais quando são outros que quebram você, às vezes pelas suas costas, em outras fazendo um afago, em geral contando mentiras ou inventando verdades. Gente cheia de medo, Catarina, que tem tanto pavor de quebrar, que quebram outros para manter a ilusão de que são indestrutíveis e podem controlar o curso da vida. E, Catarina, você tem toda a razão de duvidar. Depois de quebrar, nunca mais voltamos a ser como antes. Haverá sempre uma marca que será tão você quanto o tanto de você que ainda não quebrou. Viver, Catarina, é rearranjar nossos cacos e dar sentido aos nossos pedaços, os novos e os velhos, já que não existe a possibilidade de colar o que foi quebrado e continuar como era antes. E isso é mais difícil do que aprender a andar e a falar. Isso é mais difícil do que qualquer uma das grandes aventuras contadas em livros e filmes. Isso é mais difícil do que qualquer outra coisa que você fará. Ser forte, Catarina, não é quebrar os outros, mas saber-se quebrado. É ser capaz de cuidar de seus barcos de papel – e também dos barcos dos outros – não como uma criança que os imagina poderosos, de aço. Mas sabendo que são de papel e que podem afundar de repente. Talvez, daqui a alguns anos, você precise me perguntar como se faz para viver quebrada. Ou por que vale a pena viver, mesmo se sabendo quebrada.
[via]

She`s Always a Woman to me – Billy Joel